HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2025
Antonio de 55 anos apresenta dor abdominal em fossa ilíaca esquerda, febre baixa e alterações no hábito intestinal (constipação). Na avaliação inicial, a tomografia computadorizada do abdome revela espessamento da parede do sigmoide e presença de gordura pericolônica borrada. Qual é a conduta inicial mais apropriada para este caso, considerando um quadro de diverticulite não complicada?
Diverticulite não complicada → Antibióticos orais + repouso domiciliar.
A diverticulite não complicada, caracterizada por inflamação sem abscessos, perfuração ou fístulas, pode ser manejada ambulatorialmente com antibióticos de amplo espectro (cobrir gram-negativos e anaeróbios) e repouso intestinal, evitando a necessidade de internação ou procedimentos invasivos.
A diverticulite é uma condição comum, especialmente em pacientes acima de 40 anos, caracterizada pela inflamação ou infecção de um ou mais divertículos. A importância clínica reside na sua alta prevalência e na necessidade de diferenciar quadros complicados de não complicados para guiar o tratamento adequado. A maioria dos casos é não complicada. A fisiopatologia envolve a obstrução do colo do divertículo por fecalito ou hipertrofia muscular, levando à inflamação e microperfuração. O diagnóstico é clínico (dor em fossa ilíaca esquerda, febre, alteração do hábito intestinal) e confirmado por tomografia computadorizada de abdome e pelve, que revela espessamento da parede do cólon e inflamação pericolônica. Para a diverticulite não complicada, a conduta inicial mais apropriada é o tratamento ambulatorial com antibióticos orais de amplo espectro (ex: ciprofloxacino + metronidazol ou amoxicilina-clavulanato), repouso intestinal (dieta líquida ou branda) e analgesia. A internação hospitalar e a cirurgia de urgência são reservadas para casos complicados (abscesso, perfuração, fístula, obstrução) ou falha do tratamento conservador.
A diverticulite não complicada é diagnosticada por dor abdominal em fossa ilíaca esquerda, febre, alterações do hábito intestinal e achados tomográficos de espessamento da parede do cólon e inflamação pericolônica, sem sinais de complicação como abscesso ou perfuração.
Antibióticos orais que cobrem bactérias gram-negativas e anaeróbios são indicados, como ciprofloxacino ou levofloxacino associado a metronidazol, ou amoxicilina-clavulanato.
A colonoscopia não é indicada na fase aguda, mas deve ser realizada 6 a 8 semanas após a resolução do quadro agudo para excluir outras patologias, como neoplasias, e avaliar a extensão da doença diverticular.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo