UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2020
A diverticulite colônica aguda de sigmoide, é uma hipótese que faz parte do diagnóstico diferencial dos pacientes com mais de 50 anos de idade, que se apresentam com dor abdominal aguda em fossa ilíaca esquerda, peritonismo local e elevação sérica da proteína C reativa. Em relação ao diagnóstico e manejo desses pacientes, assinale a alternativa CORRETA:
Diverticulite aguda: baixo valor preditivo clínico isolado; TC de abdome e PCR ↑ melhoram acurácia diagnóstica.
A diverticulite aguda é um diagnóstico diferencial importante em >50 anos com dor em FIE. A história e exame físico isolados têm baixa acurácia, sendo a TC de abdome e marcadores inflamatórios (PCR) essenciais para confirmar o diagnóstico e estadiar a doença.
A diverticulite colônica aguda é uma condição comum em pacientes com mais de 50 anos, caracterizada pela inflamação ou infecção de um ou mais divertículos, geralmente no cólon sigmoide. Apresenta-se tipicamente com dor abdominal aguda em fossa ilíaca esquerda, febre, náuseas e alterações do hábito intestinal. A elevação da proteína C reativa (PCR) é um marcador inflamatório comum, mas inespecífico. O diagnóstico da diverticulite aguda baseado apenas na história e exame físico tem um baixo valor preditivo positivo, devido à sobreposição de sintomas com outras condições abdominais. A acurácia diagnóstica é significativamente melhorada com o uso de marcadores de inflamação sistêmica, como a PCR, e, crucialmente, com a realização da tomografia computadorizada (TC) do abdome e pelve. A TC é o padrão-ouro, pois não só confirma a presença de diverticulite, como também avalia sua gravidade (classificação de Hinchey) e identifica complicações como abscessos, fístulas ou perfurações. O manejo da diverticulite aguda varia conforme a gravidade. Casos não complicados podem ser tratados ambulatorialmente com repouso intestinal e, em alguns casos, antibioticoterapia oral. Casos mais graves ou complicados exigem internação, antibioticoterapia endovenosa e, se houver abscessos, drenagem percutânea. A cirurgia imediata é reservada para complicações como peritonite difusa, perfuração livre ou falha do tratamento conservador. A colonoscopia não é recomendada na fase aguda devido ao risco de perfuração, sendo indicada após a resolução do quadro para excluir neoplasia colônica.
A tomografia computadorizada do abdome é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico da diverticulite aguda, pois permite confirmar a inflamação dos divertículos, avaliar a extensão da doença, identificar complicações como abscessos ou perfurações e excluir outros diagnósticos diferenciais.
Não, a antibioticoterapia não é mais recomendada para todos os pacientes imunocompetentes com diverticulite aguda não complicada. Ela é reservada para casos com sinais de gravidade, imunocomprometidos, ou com complicações como abscessos.
Os principais diagnósticos diferenciais incluem apendicite (se ceco retrocecal), colite isquêmica, câncer de cólon perfurado, doença inflamatória intestinal, cistite, pielonefrite, e em mulheres, patologias ginecológicas como doença inflamatória pélvica ou cisto ovariano torcido.
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