Diverticulite Aguda: Tratamento e Complicações Essenciais

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2021

Enunciado

Quanto à Doença Diverticular, marque a alternativa errada:

Alternativas

  1. A) A incidência aumenta com a idade e adoção de uma dieta rica em carne vermelha, assim como pobre em fibras.
  2. B) Pneumatúria, fecalúria ou a passagem de gases e fezes através da vagina sugerem uma fístula colovesical ou colovaginal, respectivamente, como complicação de diverticulite aguda.
  3. C) Quadros de diverticulite aguda de repetição ou persistência de doença a longo prazo podem resultar em estenose.
  4. D) Na diverticulite aguda, devem ser instituídos antimicrobianos adequados contra bactérias grampositivas e anaeróbicas.
  5. E) Na diverticulite aguda, em pacientes portadores de abscesso, existem evidências significativas que apoiam a drenagem percutânea e a conversão de cirurgia de emergência para operação eletiva mais segura.

Pérola Clínica

Diverticulite aguda → ATB para Gram-NEGATIVOS e anaeróbios. Gram-positivos NÃO são o foco principal.

Resumo-Chave

A diverticulite aguda é uma inflamação dos divertículos, geralmente causada por microperfurações. O tratamento antibiótico visa cobrir a flora intestinal predominante, que inclui bactérias Gram-negativas entéricas e anaeróbios. A cobertura para Gram-positivos não é o foco principal, tornando a alternativa que afirma isso incorreta. As outras alternativas descrevem corretamente aspectos da doença diverticular, como fatores de risco, complicações (fístulas, estenose) e manejo de abscessos.

Contexto Educacional

A doença diverticular do cólon é uma condição comum, cuja incidência aumenta significativamente com a idade e está associada a fatores de risco como dieta pobre em fibras e rica em carne vermelha. A diverticulose, presença de divertículos, pode evoluir para diverticulite aguda, uma inflamação que ocorre quando há obstrução ou microperfuração de um divertículo. É uma condição importante na prática clínica e em provas de residência. A diverticulite aguda pode apresentar diversas complicações, como a formação de abscessos, perfuração livre com peritonite, e fístulas. Fístulas colovesicais (com pneumatúria ou fecalúria) e colovaginais (com passagem de gases e fezes pela vagina) são complicações bem estabelecidas e indicam a necessidade de intervenção. Quadros de diverticulite de repetição ou inflamação crônica podem levar à estenose do cólon, causando sintomas obstrutivos. O tratamento da diverticulite aguda envolve repouso intestinal, hidratação e antibioticoterapia. É crucial que os antimicrobianos instituídos sejam eficazes contra a flora intestinal predominante, que consiste principalmente em bactérias Gram-negativas entéricas e anaeróbios. A cobertura para bactérias Gram-positivas não é o foco principal do tratamento empírico. Em casos de abscesso, a drenagem percutânea é uma estratégia valiosa, permitindo a resolução do processo infeccioso agudo e a conversão de uma cirurgia de emergência para uma operação eletiva mais segura, com menor morbidade e mortalidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para a doença diverticular?

Os principais fatores de risco para a doença diverticular incluem idade avançada, dieta pobre em fibras e rica em carne vermelha, obesidade, sedentarismo e tabagismo. Acredita-se que a baixa ingestão de fibras leve a um aumento da pressão intraluminal no cólon, favorecendo a formação de divertículos.

Qual o espectro antimicrobiano ideal para o tratamento da diverticulite aguda?

O tratamento antimicrobiano para diverticulite aguda deve cobrir as bactérias predominantes no cólon, que são principalmente Gram-negativas entéricas (como E. coli) e anaeróbios (como Bacteroides fragilis). Combinações comuns incluem ciprofloxacino ou levofloxacino com metronidazol, ou amoxicilina-clavulanato.

Quais são as complicações mais comuns da diverticulite aguda?

As complicações mais comuns da diverticulite aguda incluem formação de abscesso, perfuração com peritonite, fístulas (colovesical, colovaginal, coloentérica) e estenose colônica. A identificação precoce dessas complicações é crucial para o manejo adequado, que pode envolver drenagem percutânea ou cirurgia.

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