Diverticulite Aguda: Conduta na Falha do Tratamento

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024

Enunciado

Um paciente de 55 anos de idade foi admitido no hospital com um diagnóstico de diverticulite aguda sigmoideana confirmado por exames de imagem. Apesar do tratamento conservador, a inflamação não melhorou após 48 horas. Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais apropriada a ser adotada no caso.

Alternativas

  1. A) Continuar o tratamento conservador com antibióticos de amplo espectro.
  2. B) Realizar uma colonoscopia para avaliar a extensão da diverticulite.
  3. C) Indicar uma sigmoidectomia eletiva após a resolução da diverticulite aguda.
  4. D) Realizar uma sigmoidectomia de emergência em função da persistência da inflamação.
  5. E) Realizar uma laparotomia exploratória para avaliar outras causas de dor abdominal.

Pérola Clínica

Falha do tratamento conservador na diverticulite aguda (48-72h) → Indicação de sigmoidectomia de urgência.

Resumo-Chave

A persistência de sintomas e sinais inflamatórios após 48-72h de antibioticoterapia venosa caracteriza falha do manejo conservador, exigindo intervenção cirúrgica imediata para controle do foco.

Contexto Educacional

A diverticulite aguda é uma das principais causas de abdome agudo inflamatório. O manejo inicial depende da classificação de Hinchey, sendo que a maioria dos casos não complicados responde bem ao tratamento clínico. No entanto, a vigilância rigorosa é essencial. A falha na resposta aos antibióticos de amplo espectro sugere que o processo inflamatório é refratário ou que há uma complicação oculta. O cirurgião deve estar atento para não retardar a intervenção, pois a mortalidade aumenta significativamente com a progressão da sepse abdominal. A decisão entre anastomose primária e procedimento de Hartmann deve ser individualizada no intraoperatório.

Perguntas Frequentes

Quanto tempo esperar pela resposta ao tratamento conservador na diverticulite?

O tratamento conservador da diverticulite aguda, que inclui repouso intestinal e antibioticoterapia, deve mostrar sinais de melhora clínica (redução da dor, febre e leucocitose) dentro de 48 a 72 horas. A ausência de melhora ou o agravamento do quadro clínico nesse período sugere falha terapêutica ou complicações não drenáveis por via percutânea, indicando a necessidade de reavaliação diagnóstica e, frequentemente, intervenção cirúrgica de urgência para evitar a progressão para peritonite generalizada ou sepse.

Quais as indicações de cirurgia de urgência na diverticulite?

As principais indicações para cirurgia de urgência na diverticulite aguda incluem peritonite purulenta ou fecal (Hinchey III ou IV), obstrução intestinal completa, perfuração livre com pneumoperitônio e falha do tratamento conservador em casos de diverticulite complicada ou não complicada que não respondem à antibioticoterapia em 48-72 horas. Em casos de abscessos (Hinchey I e II), a drenagem percutânea é preferível se tecnicamente viável, mas a falha na drenagem também pode levar à cirurgia.

Qual a técnica cirúrgica preferencial na urgência?

A escolha da técnica depende da estabilidade do paciente e do grau de contaminação peritoneal. A sigmoidectomia com anastomose primária (com ou sem estomia de proteção) tem sido cada vez mais utilizada em casos selecionados (Hinchey II e III). No entanto, a Cirurgia de Hartmann (sigmoidectomia com colostomia terminal e fechamento do coto retal) continua sendo o padrão-ouro para pacientes instáveis, com peritonite fecal (Hinchey IV) ou com múltiplas comorbidades, visando a segurança imediata do paciente.

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