CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2015
Paciente do sexo masculino, 58 anos, deu entrada no pronto atendimento queixando dor tipo cólica periumbilical que migrou para fossa ilíaca esquerda há cerca de 12 horas, associada a tenesmo. Nega febre, vômitos e sintomas urinários. Refere constipação crônica, chegando a passar mais de 7 dias sem defecar. Seu estado geral é bom, normocorado, eupneico, afebril e normotenso. Seu abdome é algo distendido, flácido, doloroso à palpação em fossa ilíaca esquerda com discreta irritação peritoneal. Ruídos hidroaéreos diminuídos. Toque retal sem alterações. Hemograma EAS e radiografias sem alterações. Assinale a alternativa CORRETA:
Dor em FIE + constipação crônica + irritação peritoneal discreta → Diverticulite aguda não complicada = tratamento clínico.
O quadro clínico sugere diverticulite aguda não complicada, especialmente pela ausência de febre, vômitos e sinais de peritonite generalizada. A constipação crônica é um fator de risco. A conduta inicial é clínica, com internação, antibióticos de amplo espectro e observação.
A diverticulite aguda é uma inflamação dos divertículos do cólon, mais comum no cólon sigmoide. Sua incidência aumenta com a idade e está associada a fatores como dieta pobre em fibras e constipação crônica. É uma causa frequente de abdome agudo inflamatório, sendo fundamental para o residente reconhecer seus diferentes graus de complicação. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na dor em fossa ilíaca esquerda, febre e alterações intestinais. A tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico, estadiar a doença (classificação de Hinchey) e excluir diagnósticos diferenciais. Hemograma pode mostrar leucocitose. O tratamento da diverticulite não complicada é clínico, com repouso intestinal, hidratação e antibioticoterapia. Casos complicados, como abscesso ou perfuração, podem exigir drenagem percutânea ou cirurgia. A colonoscopia é contraindicada na fase aguda devido ao risco de perfuração, devendo ser realizada 6-8 semanas após a resolução do quadro para excluir neoplasias.
A diverticulite aguda tipicamente apresenta dor em fossa ilíaca esquerda, febre, alteração do hábito intestinal (constipação ou diarreia) e, por vezes, massa palpável.
A conduta inicial é clínica, com internação, repouso intestinal, hidratação venosa e antibióticos de amplo espectro cobrindo gram-negativos e anaeróbios, como ciprofloxacino e metronidazol.
A TC de abdome e pelve é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico de diverticulite, avaliar a extensão da doença e identificar complicações como abscesso ou perfuração, sendo crucial para guiar a conduta.
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