Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2021
Uma paciente de 67 anos de idade foi ao pronto-socorro com história de dor abdominal há quatro dias, associada à febre, sem vômitos. Antecedente pessoal inclui hipertensão, diabetes e sedentarismo. Ao exame físico, notou-se boa perfusão periférica e abdome pouco doloroso em quadrante inferior esquerdo. Os exames laboratoriais indicaram leucocitose > 15.000 e PCR > 20 mg/dL. Realizou uma tomografia, que evidenciou espessamento do cólon sigmoide (onde existem divertículos) e borramento da gordura adjacente.Nessa situação hipotética, a melhor conduta será
Diverticulite aguda não complicada → ATB oral + colonoscopia 6 semanas após resolução para excluir malignidade.
Em casos de diverticulite aguda não complicada, o tratamento inicial é conservador com antibioticoterapia. A colonoscopia é crucial após a fase aguda (geralmente 6 semanas) para descartar outras patologias, como neoplasias, que podem mimetizar a diverticulite ou coexistir.
A diverticulite aguda é uma condição comum, especialmente em pacientes idosos, caracterizada pela inflamação de um ou mais divertículos. Sua incidência tem aumentado, e é uma causa frequente de dor abdominal aguda, sendo crucial para residentes reconhecer e manejar adequadamente. A apresentação clínica típica envolve dor no quadrante inferior esquerdo, febre e leucocitose, mimetizando uma apendicite no lado esquerdo do abdome. O diagnóstico é confirmado pela tomografia computadorizada, que evidencia espessamento da parede do cólon, borramento da gordura pericólica e, por vezes, a presença de divertículos. A classificação de Hinchey é utilizada para graduar a gravidade e guiar a conduta. Casos não complicados (Hinchey I) são geralmente tratados de forma conservadora com antibioticoterapia oral ou intravenosa, dependendo da gravidade dos sintomas e comorbidades do paciente. O tratamento da diverticulite não complicada foca na resolução da infecção e inflamação. A colonoscopia após a fase aguda é fundamental para excluir malignidade ou doença inflamatória intestinal, que podem apresentar sintomas semelhantes. A cirurgia é reservada para casos complicados ou refratários, e a decisão deve ser individualizada, considerando o risco-benefício para o paciente.
Os sinais e sintomas clássicos incluem dor abdominal no quadrante inferior esquerdo, febre, náuseas, vômitos e alterações do hábito intestinal. Ao exame físico, pode haver dor à palpação e massa palpável na fossa ilíaca esquerda.
A colonoscopia é geralmente indicada 4 a 8 semanas após a resolução do quadro agudo de diverticulite. Isso permite a avaliação da mucosa colônica e a exclusão de outras condições, como neoplasias, que podem ter sido mascaradas pela inflamação.
A tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve com contraste é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico de diverticulite aguda, avaliar a extensão da inflamação, identificar complicações (abscessos, perfuração) e guiar o tratamento.
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