Diverticulite Aguda Não Complicada: Manejo e Dieta

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2024

Enunciado

Leia o caso clínico a seguir.Paciente de 45 anos, sem comorbidades, com quadro de dor em fossa ilíaca esquerda há 24 horas, que vem aumentando de intensidade. Nega febre ou calafrios. Hemodinamicamente estável. Exame físico evidencia dor a palpação em região de sigmoide, com sinais de irritação peritoneal. Hemograma com 10.350 leucócitos, sem desvio à esquerda. Proteína C reativa de 10 mg/L. Tomografia de abdome total evidencia borramento de gordura perissigmoideana, com espessamento de parede intestinal, porém sem sinais de abscesso ou pneumoperitôneo.Nesse caso, a conduta imediata mais apropriada é

Alternativas

  1. A) prescrever antibioticoterapia oral e corticoide.
  2. B) indicar dieta com pouco resíduo, sem gordura ou frituras, ingesta líquida, analgésicos e repouso.
  3. C) solicitar internação hospitalar, antibioticoterapia venosa e jejum.
  4. D) proceder laparoscopia diagnóstica com lavagem da cavidade abdominal.

Pérola Clínica

Diverticulite aguda não complicada (Hinchey I, sem abscesso/pneumoperitônio) → tratamento conservador ambulatorial: dieta, analgésicos, repouso.

Resumo-Chave

A diverticulite aguda não complicada, caracterizada por inflamação perissigmoideana sem abscesso ou perfuração, pode ser manejada de forma conservadora e ambulatorial, com dieta de baixo resíduo, hidratação, analgésicos e repouso, sem necessidade imediata de antibióticos ou internação.

Contexto Educacional

A diverticulite aguda é uma condição comum, especialmente em pacientes acima de 40 anos, caracterizada pela inflamação de um ou mais divertículos, geralmente no cólon sigmoide. A apresentação clínica típica inclui dor em fossa ilíaca esquerda, que pode ser acompanhada de alterações do hábito intestinal. O diagnóstico é confirmado por tomografia computadorizada de abdome, que permite classificar a gravidade e guiar a conduta. O caso descrito, com borramento de gordura perissigmoideana e espessamento de parede sem abscesso ou pneumoperitôneo, é compatível com diverticulite não complicada (Hinchey I). Nesses casos, se o paciente estiver hemodinamicamente estável e sem sinais de sepse, o tratamento conservador ambulatorial é a conduta mais apropriada. O manejo conservador inclui repouso, hidratação adequada, analgésicos para controle da dor e uma dieta com pouco resíduo ou líquida, com progressão gradual. A antibioticoterapia não é mais considerada obrigatória para todos os casos de diverticulite não complicada em pacientes imunocompetentes, sendo reservada para casos com maior risco de complicações ou falha do tratamento inicial.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para considerar uma diverticulite aguda como não complicada?

É considerada não complicada quando não há sinais de abscesso, perfuração livre, fístula ou obstrução, e o paciente está hemodinamicamente estável, sem sinais de sepse grave.

Qual o papel da antibioticoterapia na diverticulite aguda não complicada?

A antibioticoterapia não é rotineiramente indicada para diverticulite não complicada em pacientes imunocompetentes, pois estudos mostram que o tratamento conservador isolado é eficaz na maioria dos casos.

Quais são as recomendações dietéticas para pacientes com diverticulite aguda?

Durante a fase aguda, recomenda-se uma dieta líquida ou com baixo resíduo, com progressão gradual para uma dieta normal após a melhora dos sintomas, evitando alimentos que possam irritar o intestino.

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