Diverticulite Aguda: Diagnóstico e Tratamento Clínico

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 54 anos procura atendimento por quadro de dor abdominal em fossa ilíaca esquerda. Ao exame físico, encontra-se estável, com dor a palpação da porção inferior esquerda do abdome. A tomografia de abdome revela espessamento parietal do sigmoide, com presença de divertículos e densificação da gordura local. Assinale a alternativa CORRETA sobre o caso.

Alternativas

  1. A) O paciente pode receber tratamento clínico por meio de antibioticoterapia com Ceftriaxona e Metronidazol.
  2. B) O paciente apresenta indicação cirúrgica, devendo ser realizada em até 72 horas.
  3. C) O paciente apresenta indicação de terapia endoscópica por meio de colonoscopia descompressiva.
  4. D) O paciente deve ser internado, porém não há necessidade de terapia com antibióticos, sendo indicado tratamento conservador com uso de laxativos e dieta pobre em sementes.
  5. E) O paciente apresenta um quadro de abdome agudo inflamatório, com indicação cirúrgica imediata.

Pérola Clínica

Diverticulite aguda não complicada = tratamento clínico com ATB (Ceftriaxona + Metronidazol) e repouso intestinal.

Resumo-Chave

Pacientes com diverticulite aguda não complicada (sem abscesso, perfuração ou fístula) e estáveis clinicamente podem ser tratados ambulatorialmente ou internados para antibioticoterapia intravenosa, dependendo da gravidade e comorbidades. A tomografia é essencial para confirmar o diagnóstico e excluir complicações.

Contexto Educacional

A diverticulite aguda é a inflamação de um ou mais divertículos, sendo uma condição comum, especialmente em pacientes acima de 40 anos. A dor na fossa ilíaca esquerda é o sintoma mais característico, acompanhada de febre e alterações do hábito intestinal. A prevalência tem aumentado, e a compreensão de seu manejo é crucial para a prática clínica. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a tomografia computadorizada de abdome e pelve é o exame de imagem de escolha para confirmar a diverticulite, avaliar sua extensão e identificar complicações como abscesso, perfuração ou fístula. A classificação de Hinchey é utilizada para graduar a gravidade e guiar a conduta. O tratamento da diverticulite não complicada é predominantemente clínico, com repouso intestinal, hidratação e antibioticoterapia. Esquemas com Ceftriaxona e Metronidazol são eficazes. A cirurgia é reservada para casos complicados ou falha do tratamento conservador, sendo um ponto importante para residentes dominarem.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais tomográficos de diverticulite aguda?

Os sinais incluem espessamento parietal do cólon (geralmente sigmoide), presença de divertículos, densificação da gordura pericólica e, em casos complicados, abscesso ou perfuração.

Quando a diverticulite aguda tem indicação cirúrgica?

A indicação cirúrgica ocorre em casos complicados como perfuração livre, abscesso grande não drenável, fístula, obstrução ou falha do tratamento clínico.

Qual o esquema antibiótico recomendado para diverticulite não complicada?

Esquemas comuns incluem Ceftriaxona e Metronidazol, ou Ciprofloxacino e Metronidazol, visando cobertura para gram-negativos e anaeróbios.

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