Diverticulite Aguda Não Complicada: Manejo e Tratamento

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025

Enunciado

Homem, 47 anos, se apresenta ao Pronto Socorro com dor em fossa ilíaca esquerda há 1 dia sem febre ou demais sintomas. Nega episódios semelhantes ou cirurgias prévias. No exame físico, está em bom estado geral, normocárdico, afebril, abdome flácido, com dor localizada em fossa ilíaca esquerda, sem dor à descompressão brusca. Hemoglobina 14,8 g/dL (normal 12-16g/dL), Leucócitos 8750 s/ desvio (normal 6-10 mil), Proteína C Reativa 9 mg/L (normal até 5 mg/L). Realizada Tomografia, que observou a seguinte imagem.Aponte o tratamento mais adequado:

Alternativas

  1. A) internação para antibioticoterapia venosa.
  2. B) internação para procedimento cirúrgico de urgência.
  3. C) alta com antibioticoterapia oral.
  4. D) alta com sintomáticos por via oral.
  5. E) alta com tamoxifeno por via oral.

Pérola Clínica

Diverticulite aguda não complicada (sem febre, sem sinais de peritonite, bom estado geral) → tratamento ambulatorial com sintomáticos.

Resumo-Chave

A diverticulite aguda não complicada, sem sinais de sepse ou peritonite, pode ser manejada ambulatorialmente com analgésicos e dieta líquida, sem necessidade rotineira de antibióticos. A PCR elevada isoladamente não indica complicação.

Contexto Educacional

A diverticulite aguda é uma condição comum, caracterizada pela inflamação de um ou mais divertículos, geralmente no cólon sigmoide. A dor em fossa ilíaca esquerda é o sintoma mais comum. A apresentação clínica varia de casos leves e não complicados a quadros graves com perfuração e peritonite. O diagnóstico é confirmado por tomografia computadorizada de abdome e pelve, que permite classificar a gravidade e identificar complicações. O caso apresentado descreve um paciente com diverticulite aguda não complicada: dor em fossa ilíaca esquerda, afebril, sem sinais de peritonite, leucócitos normais e PCR discretamente elevada (o que pode ocorrer em inflamações leves). A imagem tomográfica, embora não fornecida, é presumida como compatível com diverticulite sem abscesso ou perfuração. Nesses casos, a tendência atual é para um manejo conservador e ambulatorial. O tratamento da diverticulite aguda não complicada tem evoluído. Anteriormente, antibióticos eram rotineiramente prescritos. No entanto, evidências atuais sugerem que, para pacientes selecionados (sem febre, sem sinais de sepse, sem comorbidades significativas, tolerando via oral), o tratamento com apenas sintomáticos (analgésicos) e repouso intestinal (dieta líquida inicial, progredindo para branda) é seguro e eficaz. A alta com sintomáticos por via oral é, portanto, a conduta mais adequada para este paciente, com orientação para procurar o pronto-socorro em caso de piora.

Perguntas Frequentes

Quando a diverticulite aguda pode ser tratada ambulatorialmente?

A diverticulite aguda pode ser tratada ambulatorialmente quando é não complicada, ou seja, sem sinais de peritonite, abscesso, fístula ou perfuração, e o paciente está em bom estado geral, afebril e tolera via oral.

É sempre necessário usar antibióticos na diverticulite aguda não complicada?

Não, estudos recentes demonstram que a maioria dos casos de diverticulite aguda não complicada pode ser tratada com sucesso apenas com sintomáticos (analgésicos) e dieta, sem a necessidade rotineira de antibióticos.

Quais são os sinais de alerta para uma diverticulite complicada?

Sinais de alerta incluem febre alta, sinais de peritonite (dor à descompressão brusca, defesa abdominal), leucocitose com desvio à esquerda, instabilidade hemodinâmica, ou evidência de abscesso/perfuração na tomografia.

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