SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2022
Uma mulher de sessenta anos de idade, com antecedente de diabetes e hipertensão arterial sistêmica, procurou atendimento médico por dor na fossa ilíaca esquerda, associada à febre, há quatro dias. Apresentava-se em bom estado geral, sem sinais de sepse, e com abdome com defesa na fossa ilíaca esquerda. Realizou tomografia computadorizada de abdome, que evidenciou cólon sigmoide com divertículos com espessamento e borramento da gordura adjacente. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a conduta imediata mais adequada.
Diverticulite aguda não complicada → ATB + colonoscopia eletiva 4-6 semanas pós-resolução.
Em casos de diverticulite aguda não complicada, sem sinais de sepse ou complicações como abscesso/perfuração, o tratamento inicial é conservador com antibioticoterapia. A colonoscopia é indicada após a resolução do quadro agudo para excluir neoplasia e avaliar a extensão da doença diverticular.
A diverticulite aguda é uma condição comum, especialmente em idosos, caracterizada pela inflamação ou infecção de um divertículo colônico. Sua incidência tem aumentado, e a apresentação clínica varia de dor abdominal leve a quadros graves com sepse e perfuração. O diagnóstico é primariamente clínico e confirmado por tomografia computadorizada de abdome, que é o padrão-ouro para avaliar a extensão da inflamação e a presença de complicações. A fisiopatologia envolve a obstrução do colo do divertículo por fecalito ou hipertrofia muscular, levando à inflamação e, por vezes, microperfuração. O manejo depende da gravidade, sendo a diverticulite não complicada (Hinchey I) tratada conservadoramente com antibióticos e repouso intestinal. A suspeita deve surgir em pacientes com dor em fossa ilíaca esquerda e febre, especialmente com fatores de risco como idade avançada e comorbidades. O tratamento da diverticulite não complicada é ambulatorial ou hospitalar com antibioticoterapia (geralmente cobrindo gram-negativos e anaeróbios) e dieta líquida. A colonoscopia é crucial após a resolução do quadro agudo (4-6 semanas) para descartar neoplasias malignas, que podem mimetizar a diverticulite, e para avaliar a extensão da doença diverticular. O prognóstico é geralmente bom para casos não complicados, mas recorrências são comuns, e a cirurgia eletiva pode ser considerada em casos selecionados.
A diverticulite aguda manifesta-se tipicamente com dor abdominal no quadrante inferior esquerdo, febre, náuseas, vômitos e alterações do hábito intestinal. Pode haver defesa e massa palpável na fossa ilíaca esquerda.
A colonoscopia é contraindicada na fase aguda devido ao risco elevado de perfuração do cólon inflamado. Ela deve ser realizada 4 a 6 semanas após a resolução dos sintomas para avaliar a extensão da doença diverticular e excluir neoplasias.
A classificação de Hinchey é amplamente utilizada para estadiar a gravidade da diverticulite, variando de diverticulite não complicada (Hinchey I) a perfuração com peritonite fecal (Hinchey IV). Ela guia a decisão terapêutica, indicando tratamento conservador ou cirúrgico.
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