UNIFAP - Universidade Federal do Amapá — Prova 2015
Paciente deu entrada no atendimento de urgência com quadro de dor abdominal em quadrante inferior esquerdo, astenia, febre moderada e dificuldade para evacuar. Ao exame físico apresenta abaulamento doloroso à palpação nessa região. Qual o exame ideal para estabelecer o diagnóstico e a conduta desse caso?
Dor em QIE + febre + abaulamento doloroso → Suspeita de diverticulite aguda. TC de abdome é o exame padrão-ouro para diagnóstico e estadiamento.
A dor abdominal em quadrante inferior esquerdo, associada a febre e alterações do hábito intestinal, é altamente sugestiva de diverticulite aguda. A Tomografia Computadorizada (TC) de abdome é o exame de escolha por sua alta sensibilidade e especificidade, permitindo identificar inflamação, abscessos e perfurações, guiando a conduta.
A diverticulite aguda é uma condição inflamatória comum que afeta os divertículos do cólon, mais frequentemente no cólon sigmoide (quadrante inferior esquerdo). É uma das causas mais prevalentes de dor abdominal aguda em adultos, especialmente em idosos. A doença diverticular é caracterizada pela presença de divertículos, que são herniações da mucosa e submucosa através da camada muscular do cólon. A inflamação ocorre quando há obstrução do colo do divertículo por fecalito ou alimento, levando à isquemia e microperfuração. O quadro clínico típico inclui dor abdominal no quadrante inferior esquerdo, febre, náuseas, vômitos e alteração do hábito intestinal. Ao exame físico, pode-se encontrar sensibilidade à palpação e, em alguns casos, uma massa palpável. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a confirmação e o estadiamento da gravidade são feitos por exames de imagem. A Tomografia Computadorizada (TC) de abdome com contraste é o exame de escolha, pois permite identificar a inflamação diverticular, espessamento da parede do cólon, e detectar complicações como abscessos, fístulas ou perfurações, que são cruciais para guiar a conduta. A conduta para diverticulite aguda varia de acordo com a gravidade. Casos não complicados (Hinchey I) podem ser tratados clinicamente com repouso intestinal, antibióticos e analgesia. Complicações como abscessos maiores, perfuração com peritonite difusa ou fístulas podem exigir drenagem percutânea, cirurgia de urgência ou eletiva. É fundamental evitar a colonoscopia na fase aguda devido ao risco de perfuração.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal no quadrante inferior esquerdo (QIE), febre, náuseas, vômitos, alteração do hábito intestinal (constipação ou diarreia) e sensibilidade à palpação no QIE.
A TC de abdome é o padrão-ouro porque oferece alta sensibilidade e especificidade para visualizar a inflamação diverticular, espessamento da parede do cólon, presença de abscessos, fístulas ou perfurações, permitindo a classificação da gravidade (Hinchey) e a orientação terapêutica.
A diverticulite aguda não complicada geralmente é tratada clinicamente com repouso intestinal (dieta líquida ou jejum), antibioticoterapia de amplo espectro (com cobertura para gram-negativos e anaeróbios) e analgesia.
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