Diverticulite Aguda: Diagnóstico e Conduta com TC de Abdome

UNIFAP - Universidade Federal do Amapá — Prova 2015

Enunciado

Paciente deu entrada no atendimento de urgência com quadro de dor abdominal em quadrante inferior esquerdo, astenia, febre moderada e dificuldade para evacuar. Ao exame físico apresenta abaulamento doloroso à palpação nessa região. Qual o exame ideal para estabelecer o diagnóstico e a conduta desse caso?

Alternativas

  1. A) Ultrassonografia do abdome.
  2. B) Enema opaco.
  3. C) Colonoscopia.
  4. D) Tomografia do abdome.
  5. E) Enteroscopia.

Pérola Clínica

Dor em QIE + febre + abaulamento doloroso → Suspeita de diverticulite aguda. TC de abdome é o exame padrão-ouro para diagnóstico e estadiamento.

Resumo-Chave

A dor abdominal em quadrante inferior esquerdo, associada a febre e alterações do hábito intestinal, é altamente sugestiva de diverticulite aguda. A Tomografia Computadorizada (TC) de abdome é o exame de escolha por sua alta sensibilidade e especificidade, permitindo identificar inflamação, abscessos e perfurações, guiando a conduta.

Contexto Educacional

A diverticulite aguda é uma condição inflamatória comum que afeta os divertículos do cólon, mais frequentemente no cólon sigmoide (quadrante inferior esquerdo). É uma das causas mais prevalentes de dor abdominal aguda em adultos, especialmente em idosos. A doença diverticular é caracterizada pela presença de divertículos, que são herniações da mucosa e submucosa através da camada muscular do cólon. A inflamação ocorre quando há obstrução do colo do divertículo por fecalito ou alimento, levando à isquemia e microperfuração. O quadro clínico típico inclui dor abdominal no quadrante inferior esquerdo, febre, náuseas, vômitos e alteração do hábito intestinal. Ao exame físico, pode-se encontrar sensibilidade à palpação e, em alguns casos, uma massa palpável. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a confirmação e o estadiamento da gravidade são feitos por exames de imagem. A Tomografia Computadorizada (TC) de abdome com contraste é o exame de escolha, pois permite identificar a inflamação diverticular, espessamento da parede do cólon, e detectar complicações como abscessos, fístulas ou perfurações, que são cruciais para guiar a conduta. A conduta para diverticulite aguda varia de acordo com a gravidade. Casos não complicados (Hinchey I) podem ser tratados clinicamente com repouso intestinal, antibióticos e analgesia. Complicações como abscessos maiores, perfuração com peritonite difusa ou fístulas podem exigir drenagem percutânea, cirurgia de urgência ou eletiva. É fundamental evitar a colonoscopia na fase aguda devido ao risco de perfuração.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da diverticulite aguda?

Os sintomas clássicos incluem dor abdominal no quadrante inferior esquerdo (QIE), febre, náuseas, vômitos, alteração do hábito intestinal (constipação ou diarreia) e sensibilidade à palpação no QIE.

Por que a Tomografia Computadorizada (TC) é o exame de escolha para diverticulite?

A TC de abdome é o padrão-ouro porque oferece alta sensibilidade e especificidade para visualizar a inflamação diverticular, espessamento da parede do cólon, presença de abscessos, fístulas ou perfurações, permitindo a classificação da gravidade (Hinchey) e a orientação terapêutica.

Qual a conduta inicial para um paciente com diverticulite aguda não complicada?

A diverticulite aguda não complicada geralmente é tratada clinicamente com repouso intestinal (dieta líquida ou jejum), antibioticoterapia de amplo espectro (com cobertura para gram-negativos e anaeróbios) e analgesia.

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