CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2020
Homem, 70 anos, chega à emergência com dor intensa em fossa ilíaca esquerda iniciada há 2 dias. Relata também náuseas e febre não aferida. Constipado há 5 dias. Ao exame físico apresenta massa de 3x3 cm dolorosa à palpação em fossa ilíaca esquerda com descompressão dolorosa. O diagnóstico e conduta mais correto é:
Diverticulite aguda em idoso com dor FIE, massa e febre → TC de abdome para diagnóstico e estadiamento.
A diverticulite aguda é a inflamação dos divertículos, comum em idosos. A dor em fossa ilíaca esquerda com sinais inflamatórios e massa palpável é altamente sugestiva. A tomografia computadorizada é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão da inflamação e identificar complicações, guiando a conduta.
A diverticulite aguda é uma condição inflamatória comum, especialmente em idosos, resultante da inflamação de divertículos colônicos, mais frequentemente no cólon sigmoide. Sua prevalência aumenta com a idade e é uma causa frequente de dor abdominal em fossa ilíaca esquerda, sendo crucial para residentes e estudantes de medicina reconhecerem seus sinais e sintomas. A fisiopatologia envolve a obstrução do colo diverticular por fecalito ou hipertrofia muscular, levando à inflamação e, em casos mais graves, perfuração. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a tomografia computadorizada de abdome com contraste é o exame padrão-ouro para confirmar a doença, avaliar sua extensão, identificar complicações como abscessos ou fístulas, e guiar a classificação de Hinchey, que determina a conduta. O tratamento varia desde manejo conservador com antibióticos e dieta em casos não complicados, até intervenção cirúrgica para complicações como perfuração, abscesso não drenável ou fístula. É fundamental diferenciar a diverticulite de outras causas de dor abdominal, como apendicite, e saber quando indicar exames de imagem para um manejo adequado e evitar desfechos adversos.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal em fossa ilíaca esquerda, febre, náuseas, vômitos e alterações do hábito intestinal, como constipação ou diarreia. Pode haver massa palpável e sinais de irritação peritoneal.
A TC de abdome é o exame de escolha porque permite confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão da inflamação, identificar complicações como abscessos ou perfurações, e classificar a gravidade (ex: Hinchey), orientando a conduta terapêutica.
O principal diagnóstico diferencial é a apendicite aguda (especialmente em casos de apêndice retrocecal ou em fossa ilíaca esquerda), colite isquêmica, doença inflamatória intestinal e infecções do trato urinário. A localização da dor e a idade do paciente são pistas importantes.
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