PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2023
Qual é o melhor método diagnóstico no caso de um homem idoso com histórico de hipertensão arterial e depressão em uso de Enalapril e que apresenta queixa de dor abdominal há 3 dias, PA: 155/82 mmHg, FC: 105 bat/min, temperatura de 38,6°C, FR: 15 inc/min, descompressão brusca positiva no quadrante inferior esquerdo do abdome e 30.000 leucócitos/mm³?
Dor QIE + febre + leucocitose + irritação peritoneal → alta suspeita diverticulite aguda → TC abdome e pelve com contraste para diagnóstico e estadiamento.
O quadro clínico de dor no quadrante inferior esquerdo, febre, taquicardia, leucocitose e sinais de irritação peritoneal em um idoso é altamente sugestivo de diverticulite aguda. A tomografia computadorizada de abdome e pelve é o método diagnóstico de escolha, pois permite confirmar a condição, avaliar a gravidade e identificar complicações.
A diverticulite aguda é uma condição inflamatória do cólon, frequentemente do sigmoide, que se manifesta com dor abdominal, febre e leucocitose. Em pacientes idosos com histórico de hipertensão, o quadro pode ser mais complexo, mas a localização da dor no quadrante inferior esquerdo (QIE), associada a sinais de irritação peritoneal (descompressão brusca positiva) e um processo inflamatório sistêmico (febre, taquicardia, leucocitose elevada), aponta fortemente para diverticulite. Diante dessa suspeita clínica, o método diagnóstico de escolha é a tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve com contraste. A TC possui alta sensibilidade e especificidade para confirmar o diagnóstico de diverticulite, identificar a presença de inflamação peridiverticular, espessamento da parede do cólon e, crucialmente, detectar complicações como abscessos, perfurações, fístulas ou obstruções. Essa informação é vital para guiar o tratamento, que pode variar de clínico a cirúrgico, dependendo da gravidade e da presença de complicações. Outros exames, como o enema opaco e a colonoscopia, são contraindicados na fase aguda da diverticulite devido ao risco de perfuração e exacerbação da inflamação. A radiografia simples de abdome tem utilidade limitada, podendo apenas identificar sinais indiretos como pneumoperitônio em caso de perfuração, mas não é diagnóstica para a diverticulite em si. Portanto, para um diagnóstico preciso e um planejamento terapêutico adequado, a TC é indispensável para o residente.
A TC de abdome e pelve com contraste oferece alta sensibilidade e especificidade, permitindo visualizar a inflamação diverticular, espessamento da parede do cólon, estrias de gordura peridiverticular e identificar complicações como abscessos ou perfurações.
Dor no quadrante inferior esquerdo, febre, náuseas, vômitos, alteração do hábito intestinal, leucocitose com desvio à esquerda e elevação de marcadores inflamatórios como PCR são indicativos.
Radiografias simples de abdome são inespecíficas. O enema opaco e a colonoscopia são contraindicados na fase aguda devido ao risco de perfuração e exacerbação da inflamação.
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