Diverticulite Aguda: Diagnóstico e Conduta Essencial

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2019

Enunciado

Homem, 58a, apresenta queixa de dor abdominal, mais acentuada em quadrante inferior esquerdo e febre de 38,5°C há 2 dias. Antecedentes pessoais: constipação intestinal. Exame Físico: Abdome: plano, doloroso e com plastrão palpável em fossa ilíaca esquerda, descompressão brusca dolorosa: ausente. O DIAGNÓSTICO E A CONDUTA SÃO:

Alternativas

  1. A) Volvo de sigmoide; antibiótico endovenoso para germes Gram positivo e anaeróbios.
  2. B) Perfuração de segunda porção do duodeno; ultrassonografia abdominal.
  3. C) Neoplasia de sigmoide abscedido; colonoscopia.
  4. D) Diverticulite complicada; tomografia computadorizada de abdome.

Pérola Clínica

Dor em QIE + febre + plastrão em paciente com constipação → Diverticulite aguda; TC de abdome é padrão-ouro para diagnóstico e estadiamento.

Resumo-Chave

O quadro clínico de dor abdominal em quadrante inferior esquerdo, febre e plastrão palpável em um paciente com histórico de constipação é altamente sugestivo de diverticulite aguda. A tomografia computadorizada de abdome é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão da inflamação e identificar complicações como abscessos ou perfurações.

Contexto Educacional

A diverticulite aguda é uma inflamação dos divertículos do cólon, mais comumente no cólon sigmoide (quadrante inferior esquerdo). É uma condição prevalente, especialmente em idosos com histórico de constipação. O quadro clínico típico inclui dor abdominal em fossa ilíaca esquerda, febre e, em casos mais avançados, a formação de um plastrão palpável devido à inflamação e aderências. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a confirmação e o estadiamento da gravidade são feitos com exames de imagem. A tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste é o exame de escolha, pois permite visualizar a inflamação diverticular, espessamento da parede do cólon, e identificar complicações como abscessos, perfurações ou fístulas, que guiam a conduta terapêutica. O tratamento da diverticulite não complicada geralmente é clínico, com repouso intestinal, hidratação e antibioticoterapia. Em casos de diverticulite complicada (com abscesso, perfuração ou fístula), a conduta pode variar desde drenagem percutânea de abscessos até cirurgia de urgência. A colonoscopia é contraindicada na fase aguda devido ao risco de perfuração, sendo reservada para após a resolução do quadro, para excluir neoplasias.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da diverticulite aguda?

Os sintomas clássicos incluem dor abdominal no quadrante inferior esquerdo (QIE), febre, náuseas, vômitos e alterações do hábito intestinal, como constipação ou diarreia. A presença de um plastrão palpável é um achado comum em casos mais avançados.

Por que a tomografia computadorizada é o exame de escolha para diverticulite?

A TC de abdome é o padrão-ouro porque permite confirmar o diagnóstico, avaliar a gravidade da inflamação, identificar complicações como abscessos, perfurações ou fístulas, e excluir outras causas de dor abdominal, guiando a conduta terapêutica.

Qual a conduta inicial para um paciente com suspeita de diverticulite aguda?

A conduta inicial envolve repouso intestinal (dieta líquida ou jejum), hidratação venosa e antibioticoterapia de amplo espectro, cobrindo gram-negativos e anaeróbios, além de analgésicos para controle da dor.

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