ENARE/ENAMED — Prova 2026
Paciente masculino, 59 anos, atendido em hospital terciário com queixa de dor de moderada intensidade em fossa ilíaca esquerda (FIE), com início há 5 dias. Apresentou temperatura de 38 °C nas últimas 48 horas, associada à prostração. Não possuía comorbidades. Relatou episódio semelhante de menor intensidade há cerca de 1 ano, com resolução espontânea e um episódio de hematoquezia há 6 meses. No momento se encontra em regular estado geral, discretamente desidratado, com frequência cardíaca de 95 bpm; pressão arterial de 140 x 90 mmHg; índice de massa corporal de 30,5 mg/kg². Abdome flácido, doloroso à palpação profunda em FIE e hipogástrio, com plastrão palpável em hipogástrio. Hemograma: leucócitos de 17.000/mm³ (valor de referência: 5.000 a 10.000/mm³), 7% de bastões (valor de referência: 0 a 5%). Considerando o quadro, qual é o exame complementar de maior acurácia para estabelecer o diagnóstico?
Suspeita de diverticulite aguda (dor FIE, febre, leucocitose, plastrão) → TC de abdome com contraste = Exame de maior acurácia diagnóstica.
Em casos de suspeita de diverticulite aguda, a tomografia computadorizada de abdome com contraste é o exame de imagem de maior acurácia para confirmar o diagnóstico, avaliar a gravidade e identificar complicações como abscessos ou perfurações. Outros exames têm menor sensibilidade ou são contraindicados na fase aguda.
A diverticulite aguda é uma condição comum, caracterizada pela inflamação de um ou mais divertículos, geralmente no cólon sigmoide. O quadro clínico típico inclui dor em fossa ilíaca esquerda, febre, leucocitose e, por vezes, um plastrão palpável. A história de episódios anteriores ou hematoquezia pode sugerir a presença de doença diverticular. Para o diagnóstico definitivo e para avaliar a extensão da doença e a presença de complicações (como abscessos, perfurações ou fístulas), a tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve com contraste é o exame de imagem de maior acurácia. A TC permite visualizar o espessamento da parede do cólon, inflamação da gordura pericólica e coleções líquidas, além de auxiliar na classificação da gravidade (e.g., classificação de Hinchey). Outros exames, como a radiografia abdominal, possuem baixa sensibilidade para diverticulite. A ultrassonografia pode ser útil, mas é operador-dependente e menos acurada que a TC. A colonoscopia é contraindicada na fase aguda da diverticulite devido ao risco de perfuração do cólon inflamado e deve ser postergada para 4 a 6 semanas após a resolução do quadro, para excluir outras patologias como neoplasias.
A tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste é o exame de maior acurácia para confirmar o diagnóstico de diverticulite aguda.
A colonoscopia é contraindicada na fase aguda devido ao risco elevado de perfuração do cólon inflamado. Deve ser realizada após 4-6 semanas da resolução do quadro agudo.
Dor em fossa ilíaca esquerda, febre, leucocitose, prostração e, em alguns casos, massa palpável (plastrão) ou alterações do hábito intestinal.
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