IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024
Pacientes em geral acima de 60 anos, com história alimentar de dietas com baixo teor em fibras e elevado teor de carboidratos, que passam a desenvolver dor abdominal em hipogástrio ou quadrante inferior esquerdo, acompanhada de malestar, febre, alteração do hábito intestinal e que ao exame fisco apresentam abdome tenso à palpação em flanco esquerdo têm o diagnóstico inicial e podem ser investigados, respectivamente:
Dor QIE + febre + alteração intestinal em idoso com dieta pobre em fibras → Diverticulite. TC de abdome é o exame de escolha.
A diverticulite aguda é uma inflamação dos divertículos do cólon, comum em idosos com dieta pobre em fibras. Apresenta-se com dor no quadrante inferior esquerdo, febre e alteração do hábito intestinal. A tomografia computadorizada de abdome total é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade.
A diverticulite aguda é uma condição inflamatória comum que afeta os divertículos do cólon, pequenas saculações da mucosa que se projetam através da parede muscular do intestino. É mais prevalente em indivíduos acima de 60 anos e está associada a dietas com baixo teor de fibras e alto teor de carboidratos. A fisiopatologia envolve a obstrução do colo do divertículo por fecalito ou alimento não digerido, levando à inflamação, isquemia e, potencialmente, perfuração. Os pacientes geralmente se apresentam com dor abdominal no quadrante inferior esquerdo (QIE), que pode ser constante e progressiva, acompanhada de febre, calafrios, náuseas, vômitos e alteração do hábito intestinal. Ao exame físico, pode haver dor à palpação no QIE e, em casos mais graves, sinais de peritonite. O diagnóstico diferencial inclui outras causas de dor abdominal, como apendicite (se o cólon sigmoide for redundante), câncer colorretal e doença inflamatória intestinal. A tomografia computadorizada (TC) de abdome total com contraste é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico de diverticulite aguda, avaliar sua gravidade (classificação de Hinchey) e identificar complicações como abscessos, fístulas ou perfurações. O tratamento da diverticulite não complicada geralmente envolve repouso intestinal, dieta líquida e antibioticoterapia oral ou intravenosa. Casos complicados podem exigir drenagem percutânea de abscessos ou intervenção cirúrgica. A colonoscopia é contraindicada na fase aguda e deve ser realizada após a resolução do quadro para excluir neoplasias.
Os sintomas típicos da diverticulite aguda incluem dor abdominal no quadrante inferior esquerdo, febre, náuseas, vômitos, alteração do hábito intestinal (constipação ou diarreia) e sensibilidade à palpação abdominal.
A tomografia computadorizada de abdome total é o exame de imagem de escolha para diagnosticar a diverticulite aguda, avaliar sua extensão, identificar complicações (como abscessos ou perfurações) e guiar o tratamento.
A colonoscopia é contraindicada na fase aguda da diverticulite devido ao risco de perfuração. Ela deve ser realizada 6 a 8 semanas após a resolução do quadro agudo para excluir outras patologias, como câncer colorretal, especialmente após o primeiro episódio de diverticulite complicada.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo