Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2015
Homem de 62 anos com dor na fossa ilíaca esquerda há 1 semana, acompanhada de diarreia. Dor evolutiva, náuseas, vômitos e febre. Já teve dois episódios similares. Um com remissão espontânea e outro à custa de antibiótico via oral. Não possui fator de risco cardiopulmonar. Ao exame clínico está febril (39ºC), taquicárdico (115/min) enormotenso. Abdome flácido e ligeiramente distendido, com dor à palpação do quadrante inferior esquerdo e descompressão brusca positiva na fossa ilíaca esquerda. Leucocitose de 20.000/mm³. Qual é a hipótese diagnóstica e o próximo passo investigatório, RESPECTIVAMENTE?
Diverticulite aguda + sinais de complicação → TC de abdome é o padrão-ouro para diagnóstico e estadiamento.
O quadro clínico de dor na fossa ilíaca esquerda, febre, leucocitose e sinais de irritação peritoneal em paciente com histórico de episódios similares é altamente sugestivo de diverticulite aguda. A tomografia computadorizada (TC) de abdome é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico, avaliar a gravidade e identificar complicações.
A diverticulite aguda é a inflamação de um ou mais divertículos, pequenas saculações que se formam na parede do cólon, mais comumente no cólon sigmoide (fossa ilíaca esquerda). É uma condição comum, especialmente em indivíduos acima de 40 anos, e sua incidência tem aumentado. O quadro clínico típico envolve dor abdominal no quadrante inferior esquerdo, febre, náuseas, vômitos e alteração do hábito intestinal, podendo apresentar sinais de irritação peritoneal em casos mais graves ou complicados. A fisiopatologia envolve a obstrução do divertículo por fecalito ou alimento não digerido, levando à inflamação, isquemia e, potencialmente, perfuração. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a confirmação e a avaliação da gravidade requerem exames de imagem. A tomografia computadorizada (TC) de abdome com contraste é o padrão-ouro, pois permite identificar a inflamação diverticular, a presença de abscessos, perfurações ou fístulas, e estadiar a doença de acordo com classificações como Hinchey. O tratamento varia de conservador (antibióticos e dieta líquida) para casos não complicados, a intervenção cirúrgica para complicações como perfuração com peritonite difusa, abscesso grande ou fístula. A recorrência é comum, e a TC é fundamental para guiar a conduta, diferenciando casos que podem ser tratados ambulatorialmente daqueles que exigem internação e, eventualmente, cirurgia. O manejo adequado é crucial para prevenir complicações graves e melhorar o prognóstico do paciente.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal no quadrante inferior esquerdo (fossa ilíaca esquerda), febre, náuseas, vômitos, alteração do hábito intestinal (diarreia ou constipação) e leucocitose. Sinais de irritação peritoneal podem indicar complicação.
A TC de abdome é o exame de escolha por sua alta sensibilidade e especificidade para confirmar o diagnóstico de diverticulite, avaliar a extensão da inflamação, identificar complicações como abscesso ou perfuração, e guiar o tratamento.
Os diagnósticos diferenciais incluem apendicite (especialmente em apêndice retrocecal ou longo), doença inflamatória intestinal, cistite, litíase ureteral, câncer colorretal, e em mulheres, doenças ginecológicas como doença inflamatória pélvica ou cisto ovariano torcido.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo