Diverticulite Aguda com Abscesso: Conduta e Tratamento

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2024

Enunciado

Uma paciente de 64 anos de idade procurou unidade de pronto atendimento com queixa de dor abdominal de forte intensidade, localizada na fossa ilíaca à esquerda, há quatro dias. Informou ter apresentado febre (38,5 ºC) na manhã desse dia. Associa-se ao quadro náusea e hiporexia. A paciente recebeu as medidas iniciais, realizou exames laboratoriais e tomografia computadorizada (TC) de abdome com contraste. A TC mostrou quadro de diverticulite aguda localizada no cólon sigmoide com formação de abscesso de aproximadamente 2,5 cm peridiverticular. Não foram evidenciadas imagens sugestivas de pneumoperitônio.Tendo em vista as informações apresentadas, qual é a melhor conduta para essa paciente?

Alternativas

  1. A) Internação hospitalar + antibioticoterapia endovenosa + suporte clínico
  2. B) Internação hospitalar + antibioticoterapia endovenosa + drenagem percutânea do abscesso + suporte clínico
  3. C) Alta hospitalar com antibioticoterapia via oral
  4. D) Internação hospitalar + drenagem percutânea + suporte clínico

Pérola Clínica

Diverticulite com abscesso < 3-4 cm e sem pneumoperitônio → antibioticoterapia IV e suporte clínico, sem drenagem imediata.

Resumo-Chave

Em casos de diverticulite aguda complicada com abscesso peridiverticular pequeno (geralmente < 3-4 cm) e sem sinais de peritonite difusa ou pneumoperitônio, a conduta inicial é conservadora, com internação, antibioticoterapia endovenosa e suporte clínico. A drenagem percutânea é reservada para abscessos maiores ou falha do tratamento conservador.

Contexto Educacional

A diverticulite aguda é uma condição comum, e sua complicação mais frequente é a formação de abscesso. É crucial para residentes entenderem a estratificação de risco e o manejo adequado. A classificação de Hinchey é frequentemente utilizada para guiar a conduta, com abscessos pequenos (Hinchey Ib) sendo frequentemente manejados de forma conservadora. A tomografia computadorizada com contraste é o exame padrão-ouro para o diagnóstico e avaliação da extensão da doença, permitindo identificar complicações como abscessos, fístulas ou perfurações. A presença de pneumoperitônio indica perfuração livre e geralmente requer intervenção cirúrgica imediata. O manejo da diverticulite com abscesso depende do tamanho do abscesso e da condição clínica do paciente. Abscessos menores que 3-4 cm, na ausência de peritonite difusa, são frequentemente tratados com sucesso com antibioticoterapia endovenosa e suporte clínico. A falha do tratamento conservador ou a presença de abscessos maiores são indicações para drenagem percutânea guiada por imagem. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas a recorrência é possível, e a cirurgia eletiva pode ser considerada após a resolução do quadro agudo em casos selecionados.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o tratamento conservador de um abscesso diverticular?

O tratamento conservador com antibioticoterapia endovenosa é indicado para abscessos pequenos, geralmente menores que 3-4 cm, em pacientes estáveis, sem sinais de peritonite difusa ou perfuração livre. A resposta clínica é monitorada de perto.

Quando a drenagem percutânea é necessária na diverticulite com abscesso?

A drenagem percutânea é indicada para abscessos maiores que 3-4 cm, ou para abscessos menores que não respondem à antibioticoterapia conservadora após 48-72 horas, ou em casos de deterioração clínica do paciente.

Quais são os sinais de alerta que indicam uma complicação grave na diverticulite?

Sinais de alerta incluem febre persistente ou alta, taquicardia, hipotensão, dor abdominal difusa, distensão abdominal, defesa ou descompressão brusca positiva, e evidência de pneumoperitônio ou abscesso grande na TC, indicando perfuração ou peritonite.

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