MedEvo Simulado — Prova 2025
Sra. Clara, 62 anos, procura o pronto-socorro com dor abdominal em quadrante inferior esquerdo há 3 dias, febre (38.5°C), náuseas e inapetência. Nega vômitos ou alteração do hábito intestinal recente. Possui histórico de constipação crônica. Ao exame físico, apresenta dor à palpação em QIE, com defesa leve. Hemodinamicamente estável. Exames laboratoriais revelam leucocitose de 16.000/mm³ com desvio à esquerda e PCR de 120 mg/L. A tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste demonstra espessamento da parede do cólon sigmoide, sinais de diverticulite e um abscesso intra-abdominal de 4 cm adjacente ao cólon sigmoide. Não há evidência de pneumoperitônio ou obstrução. Qual a conduta inicial mais adequada para Sra. Clara?
Diverticulite com abscesso < 5 cm → Drenagem percutânea + ATB IV é a conduta inicial.
Abscessos diverticulares menores que 5 cm, sem sinais de peritonite difusa ou obstrução, são classicamente manejados com drenagem percutânea guiada por imagem e antibioticoterapia intravenosa. A cirurgia de urgência é reservada para casos de peritonite generalizada, abscesso grande não drenável ou falha do tratamento conservador.
A diverticulite aguda é uma condição comum, especialmente em idosos, resultante da inflamação ou infecção de divertículos no cólon, mais frequentemente no sigmoide. A apresentação clínica varia de dor abdominal leve a quadros de abdome agudo. A complicação mais frequente é a formação de abscesso, que pode ser intra-abdominal ou pélvico. A classificação de Hinchey é amplamente utilizada para estadiar a gravidade da diverticulite complicada, sendo o abscesso um achado comum nos estágios II e III. A fisiopatologia envolve a obstrução de um divertículo por fecalito ou espessamento da parede, levando à inflamação, isquemia e microperfuração. O diagnóstico é confirmado por tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste, que permite identificar a inflamação diverticular, a presença e o tamanho de abscessos, e excluir outras causas de dor abdominal. A suspeita clínica é fundamental em pacientes com dor em QIE, febre e leucocitose, especialmente com histórico de constipação ou doença diverticular. O tratamento depende da gravidade. Casos não complicados podem ser tratados ambulatorialmente com antibióticos orais. Em casos de diverticulite complicada com abscesso, a drenagem percutânea guiada por imagem é a primeira linha de tratamento para abscessos menores que 5 cm, associada à antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro. A cirurgia de urgência (colectomia sigmoide com ou sem colostomia) é reservada para perfuração livre com peritonite generalizada, abscessos grandes não drenáveis ou falha do tratamento conservador. A cirurgia eletiva pode ser considerada após a resolução do quadro agudo em pacientes selecionados.
A diverticulite aguda é considerada complicada na presença de abscesso, fístula, obstrução ou perfuração. A classificação de Hinchey auxilia na estratificação da gravidade e na escolha da conduta.
Um abscesso diverticular de 4 cm, sem sinais de peritonite generalizada, geralmente é tratado inicialmente com drenagem percutânea guiada por imagem, associada à antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro.
A cirurgia de urgência na diverticulite aguda é indicada em casos de peritonite generalizada (perfuração livre), abscesso grande não drenável percutaneamente, obstrução intestinal completa ou falha do tratamento conservador com drenagem e antibióticos.
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