IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
Paciente masculino de 56 anos, sabidamente portador de doença diverticular dos cólons, apresenta dor abdominal tipo cólica há 5 dias, com diminuição do apetite e procurou atendimento para investigação. Ao exame físico apresentava dor à palpação profunda em fossa ilíaca esquerda, sem massas palpáveis, com DB negativo.Foram realizados exames laboratoriais: Hemoglobina: 12,6 g/dL, Leucócitos: 16.260/mm³, Plaquetas: 260.000/mm³, Creatinina: 1,2 mg/dL, Ureia: 21,8 mg/dL, PCR: 23,9 mg/L (VR: <1,0 mg/L).Realizada tomografia computadorizada de abdome com contraste, mostrando imagem de coleção de 5,6cm de tamanho justa-cólico, sem pneumoperitônio livre, conforme imagem abaixo:Qual deve ser a conduta inicial para esse paciente?
Diverticulite com abscesso < 6cm → Drenagem percutânea + ATB.
Paciente com diverticulite aguda complicada por abscesso pericólico de 5,6cm, sem pneumoperitônio, deve ser tratado inicialmente com drenagem percutânea guiada por imagem e antibioticoterapia de amplo espectro. A cirurgia é reservada para falha da drenagem ou abscessos maiores/com ruptura.
A doença diverticular dos cólons é uma condição comum, e a diverticulite aguda representa sua complicação inflamatória. Quando a inflamação progride, pode levar à formação de abscessos, perfuração livre, fístulas ou obstrução. A apresentação clínica varia de dor abdominal leve a quadros de sepse grave, sendo crucial a avaliação rápida e precisa para determinar a melhor conduta. O diagnóstico de diverticulite aguda complicada com abscesso é confirmado por tomografia computadorizada de abdome. A classificação de Hinchey é amplamente utilizada para estadiar a gravidade, sendo o estágio II caracterizado por abscesso pericólico ou pélvico. A presença de leucocitose e PCR elevado reforça o quadro inflamatório. A ausência de pneumoperitônio livre indica que não há perfuração para a cavidade peritoneal. A conduta para diverticulite complicada com abscesso depende do tamanho do abscesso e da condição clínica do paciente. Abscessos menores que 6 cm, como no caso descrito, são geralmente manejados com drenagem percutânea guiada por imagem e antibioticoterapia de amplo espectro. A observação hospitalar é fundamental para monitorar a resposta ao tratamento. A cirurgia é reservada para falha da drenagem, abscessos maiores ou complicações mais graves.
A conduta inicial para abscessos diverticulares menores que 6 cm, sem sinais de peritonite difusa, é a drenagem percutânea guiada por imagem, associada à antibioticoterapia de amplo espectro e observação hospitalar.
A cirurgia (laparotomia exploradora com ressecção) é indicada em casos de falha da drenagem percutânea, abscessos maiores que 6 cm, peritonite difusa, fístulas ou obstrução intestinal.
A tomografia computadorizada de abdome com contraste é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico de diverticulite aguda, avaliar a extensão da inflamação, identificar complicações como abscessos ou perfurações e guiar a conduta terapêutica.
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