SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2026
Sobre o tratamento cirúrgico da doença diverticular, é CORRETO afirmar:
Hinchey III: Lavagem laparoscópica → ↑ risco de reoperação de urgência vs. ressecção.
Em pacientes com diverticulite purulenta (Hinchey III), a lavagem laparoscópica apresenta maior taxa de falha no controle do foco infeccioso e necessidade de reintervenção precoce comparada à ressecção.
A diverticulite aguda é uma complicação comum da doença diverticular, classificada cirurgicamente pela escala de Hinchey. O manejo evoluiu de uma abordagem agressiva de Hartmann para todos os casos complicados para uma estratégia mais personalizada. A decisão entre lavagem, ressecção com anastomose ou Hartmann depende do grau de contaminação peritoneal, estabilidade do paciente e comorbidades. A literatura recente enfatiza que a lavagem laparoscópica, apesar de menos invasiva, não substitui a eficácia da ressecção no controle da peritonite purulenta em longo prazo.
Embora a lavagem laparoscópica tenha sido estudada para evitar estomas, evidências de ensaios clínicos como o SCANDIV e LOLA demonstraram que ela está associada a um risco significativamente maior de reoperações de urgência e falha no controle da sepse abdominal quando comparada à sigmoidectomia (seja com anastomose primária ou procedimento de Hartmann). Portanto, a ressecção do segmento doente continua sendo o padrão-ouro para o controle definitivo da fonte infecciosa.
O procedimento de Hartmann (sigmoidectomia com colostomia terminal e fechamento do coto retal) é indicado principalmente em casos de peritonite fecal (Hinchey IV), instabilidade hemodinâmica grave, desnutrição severa ou quando as condições locais do tecido impedem uma anastomose segura. Em pacientes estáveis com Hinchey III, a tendência atual é a ressecção com anastomose primária, com ou sem estoma de proteção.
Não. Na cirurgia eletiva para doença diverticular, o objetivo é a remoção do segmento inflamado e fibrótico (geralmente o sigmoide). A ligadura da artéria mesentérica inferior na sua origem é um princípio da cirurgia oncológica para linfadenectomia. Na doença benigna, a preservação da artéria e a dissecção rente ao mesocólon são preferíveis para manter a vascularização e reduzir riscos de lesões ureterais ou autonômicas.
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