FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2026
Homem de 57 anos dá entrada no pronto-atendimento com queixa de dor abdominal em quadrante inferior esquerdo, febre aferida e diarréia com raias de sangue há 3 dias. Ao exame físico apresenta-se em regular estado geral, PAM = 65 mmHg, FC = 98 bpm, TAx = 37,9°C, abdome globoso, doloroso à palpação difusa, com sinais de peritonite. Exames laboratoriais: Leucometria = 17000/mm³ (88% de segmentados), PCR = 32 mg/dL. Após realização de tomografia do abdome, recebe o diagnóstico de diverticulite aguda complicada (classificação de Hinchey II). Assinale a alternativa que indica a provável necessidade de tratamento cirúrgico:
Diverticulite + Sinais de peritonite difusa = Indicação cirúrgica imediata.
Embora Hinchey II (abscesso pélvico) possa ser manejado com drenagem, a presença clínica de peritonite indica complicação grave (Hinchey III/IV), exigindo cirurgia.
A diverticulite aguda é uma das principais causas de abdome agudo inflamatório. A classificação de Hinchey, baseada em achados de tomografia, é essencial para o planejamento terapêutico. Enquanto os estágios I e II podem frequentemente ser manejados de forma conservadora ou minimamente invasiva, a evolução para peritonite difusa altera o prognóstico e exige intervenção cirúrgica rápida para controle de foco e redução da mortalidade.
A classificação de Hinchey II refere-se a uma diverticulite aguda complicada pela formação de um abscesso pélvico, retroperitoneal ou à distância (longe do sítio primário de inflamação). Geralmente, abscessos maiores que 3-4 cm são candidatos à drenagem percutânea guiada por imagem antes de se considerar cirurgia.
A presença de peritonite generalizada (Hinchey III - purulenta ou IV - fecal) é uma indicação absoluta de cirurgia de urgência. O procedimento padrão é a laparotomia com ressecção do segmento doente, frequentemente resultando em uma colostomia terminal (Cirurgia de Hartmann) devido ao risco de deiscência de anastomose em ambiente infectado.
Não. Embora níveis de PCR acima de 150 mg/dL sugiram maior gravidade e risco de perfuração, a decisão cirúrgica é baseada na estabilidade hemodinâmica do paciente, na presença de sinais de irritação peritoneal difusa e nos achados tomográficos de ar livre ou fezes na cavidade.
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