HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2025
Paciente, sexo masculino, 58 anos, apresenta dor abdominal em quadrante inferior esquerdo, febre e leucocitose. A tomografia computadorizada revela diverticulite aguda com abscesso localizado. Sobre o manejo desse caso, é CORRETO afirmar:
Diverticulite aguda + abscesso localizado → Drenagem percutânea antes de cirurgia definitiva.
Em casos de diverticulite aguda complicada com abscesso localizado, a drenagem percutânea é frequentemente a abordagem inicial preferencial. Esta medida visa controlar a infecção e a inflamação, permitindo que uma eventual cirurgia definitiva seja realizada em um ambiente mais eletivo e com menor risco de complicações.
A diverticulite aguda é uma inflamação dos divertículos do cólon, sendo uma condição comum, especialmente em indivíduos acima de 40 anos. A prevalência aumenta com a idade e é uma causa frequente de dor abdominal em quadrante inferior esquerdo. A compreensão de seu manejo é crucial para residentes, dada a sua alta incidência e potencial para complicações graves. A fisiopatologia envolve a obstrução de um divertículo por fecalito, levando à inflamação, isquemia e, por vezes, perfuração. O diagnóstico é primariamente clínico, com dor abdominal, febre e leucocitose, e confirmado por tomografia computadorizada (TC) de abdome, que pode identificar inflamação, perfuração ou formação de abscesso. A TC é essencial para estadiar a doença e guiar a conduta. O tratamento varia conforme a gravidade. Casos não complicados podem ser manejados com antibioticoterapia e repouso intestinal. Em casos complicados com abscesso localizado, a drenagem percutânea guiada por imagem, associada a antibióticos, é a conduta inicial preferencial, visando controlar a infecção e evitar cirurgias de emergência. A ressecção cirúrgica (colectomia segmentar) é geralmente reservada para casos eletivos após resolução da fase aguda ou para complicações como peritonite difusa, fístulas ou obstrução.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal em quadrante inferior esquerdo, febre, náuseas, vômitos e alterações do hábito intestinal. O exame físico pode revelar sensibilidade e massa palpável na região.
A drenagem percutânea permite o controle da infecção e a redução da inflamação sem a necessidade de uma cirurgia de emergência, que possui maiores taxas de morbidade. Isso possibilita uma cirurgia eletiva posterior, se necessária, em condições mais favoráveis.
A cirurgia de emergência é indicada em casos de peritonite difusa, perfuração livre com pneumoperitônio, obstrução intestinal completa, fístula ou falha do tratamento conservador (antibioticoterapia e drenagem percutânea).
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