UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
A principal conduta em diverticulite complicada com abscesso pericolônico > 4 cm é:
Diverticulite + Abscesso > 4 cm → Drenagem Percutânea + Antibióticos.
Abscessos diverticulares volumosos (> 4 cm) devem ser drenados por via percutânea para controle do foco infeccioso, evitando cirurgias de urgência em ambientes contaminados.
O manejo da diverticulite aguda evoluiu para uma abordagem mais conservadora e minimamente invasiva. A drenagem percutânea guiada por TC ou ultrassom transformou o prognóstico de pacientes com Hinchey II, permitindo que a infecção seja controlada sem a necessidade de uma colostomia de urgência. O sucesso da drenagem percutânea é alto, e o procedimento serve como uma 'ponte' para uma cirurgia eletiva segura com anastomose primária, caso a ressecção seja necessária futuramente.
Abscessos pequenos, geralmente menores que 3 a 4 cm (Hinchey Ib), podem ser tratados inicialmente apenas com antibioticoterapia intravenosa e observação clínica, pois apresentam alta taxa de resolução sem necessidade de intervenção invasiva.
Hinchey I (abscesso pericólico) e II (abscesso pélvico/distante) são geralmente manejados de forma conservadora ou com drenagem percutânea. Hinchey III (peritonite purulenta) e IV (peritonite fecal) são emergências cirúrgicas que requerem laparotomia ou laparoscopia para lavagem ou ressecção (Hartmann ou anastomose primária com proteção).
Após a resolução do quadro agudo com drenagem e antibióticos, o paciente deve ser reavaliado. A colectomia eletiva pode ser considerada após 6 a 8 semanas, especialmente em pacientes jovens ou com episódios recorrentes, embora a tendência atual seja individualizar a indicação cirúrgica.
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