Diverticulite Aguda Complicada: Manejo de Abscesso Diverticular

ENARE/ENAMED — Prova 2026

Enunciado

Homem de 66 anos, em pós-operatório precoce de revascularização cardíaca, é encaminhado ao pronto-socorro, com queixa de dor abdominal progressiva em quadrante inferior esquerdo há 5 dias e piora há 1 dia, com aumento do número de evacuações para 3 vezes ao dia. Relata febre não aferida. Exame físico: bom estado geral, eupneico, pressão arterial de 110 x 60 mmHg, temperatura axilar de 38 °C e frequência cardíaca de 100 bpm. Ao exame abdominal, defesa voluntária da musculatura e dor à palpação superficial e profunda, com massa em quadrante inferior esquerdo. Ao toque retal, presença de uma massa flutuante dolorosa à esquerda. Tomografia de abdome com contraste: densificação dos planos gordurosos adjacente ao sigmoide, associada a coleção de 100 mm³ no local. Após iniciada a antibioticoterapia sistêmica, qual é a conduta mais adequada para esse paciente?

Alternativas

  1. A) Laparotomia para drenagem.
  2. B) Tratamento clínico conservador.
  3. C) Drenagem guiada por colonoscopia.
  4. D) Drenagem percutânea guiada por tomografia.

Pérola Clínica

Diverticulite aguda complicada com abscesso (>4cm) → Drenagem percutânea guiada por imagem + Antibioticoterapia = Evitar cirurgia.

Resumo-Chave

Em pacientes com diverticulite aguda complicada por abscesso maior que 4 cm, a drenagem percutânea guiada por tomografia, associada à antibioticoterapia sistêmica, é a conduta inicial mais adequada para controlar a infecção e evitar a necessidade de cirurgia de emergência.

Contexto Educacional

A diverticulite aguda é uma condição comum, e sua complicação mais frequente é a formação de abscesso. A abordagem terapêutica depende da gravidade da doença, frequentemente guiada pela classificação de Hinchey. Abscessos pequenos (geralmente < 3-4 cm) podem ser tratados apenas com antibioticoterapia intravenosa. No entanto, abscessos maiores, como o descrito na questão (100 mL), requerem uma intervenção mais agressiva. Nesses casos, a drenagem percutânea guiada por tomografia é a conduta de escolha, pois permite a resolução do abscesso de forma minimamente invasiva, reduzindo a necessidade de cirurgia de emergência e suas morbidades associadas. A antibioticoterapia sistêmica deve ser mantida para cobrir a flora polimicrobiana comum nesses quadros. A cirurgia é reservada para falha da drenagem percutânea, peritonite difusa ou outras complicações graves.

Perguntas Frequentes

Qual a classificação de Hinchey para diverticulite complicada?

A classificação de Hinchey descreve a gravidade da diverticulite: I (abscesso pericólico pequeno), II (abscesso pélvico, intra-abdominal ou retroperitoneal maior), III (peritonite purulenta generalizada) e IV (peritonite fecal generalizada).

Quando a drenagem percutânea é indicada para abscesso diverticular?

A drenagem percutânea é geralmente indicada para abscessos diverticulares maiores que 3-4 cm, em conjunto com antibioticoterapia sistêmica, para controlar a infecção e potencialmente evitar a cirurgia.

Quais são as opções de tratamento para diverticulite aguda?

O tratamento varia de clínico conservador (antibióticos orais ou IV para casos não complicados ou abscessos pequenos) a drenagem percutânea para abscessos maiores, e cirurgia para peritonite difusa, falha do tratamento conservador ou fístulas.

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