UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015
Paciente masculino de 52 anos deu entrada no pronto-socorro municipal referindo dor intensa em fossa ilíaca esquerda há um dia, febre não aferida, vômitos, distensão abdominal e parada de eliminação de flatos e fezes. Nega episódio anterior semelhante, vícios e doenças crônicas; é sedentário e ingere grande quantidade de carboidratos e carnes. No exame físico, este mostra-se sudorético, Fc = 120 bpm, PA = 130 x 90 mmHg, temperatura = 39°C, abdome hipertimpânico com dor à palpação, principalmente em flanco e fossa ilíaca esquerda, e irritação peritonial. Nos exames complementares, apresentava leucocitose de 19.000 com desvio à esquerda e a tomografia de abdome evidenciou tumoração em sigmoide, líquido livre em cavidade e alguns divertículos em cólon ascendente e transverso. Você tem como hipótese diagnóstica principal diverticulite aguda complicada e indica procedimento cirúrgico de urgência. Assinale o procedimento cirúrgico mais indicado.
Diverticulite aguda complicada com peritonite e tumoração sigmoide → Ressecção sigmoide (Hartmann).
Em casos de diverticulite aguda complicada com sinais de peritonite e abscesso/tumoração em sigmoide, a ressecção do segmento afetado (geralmente sigmoide) é o tratamento definitivo, muitas vezes com procedimento de Hartmann em urgência.
A diverticulite aguda é uma condição comum, mas sua complicação, como a perfuração e formação de abscesso ou peritonite, exige manejo cirúrgico de urgência. O paciente do caso apresenta um quadro grave de abdome agudo inflamatório/séptico, com dor intensa em fossa ilíaca esquerda, febre, irritação peritoneal e evidências tomográficas de tumoração em sigmoide e líquido livre, indicando uma diverticulite complicada, provavelmente com perfuração contida ou abscesso. A fisiopatologia envolve a inflamação e infecção de um divertículo, que pode evoluir para perfuração, abscesso, fístula ou obstrução. O diagnóstico é clínico, laboratorial (leucocitose) e, principalmente, por tomografia computadorizada de abdome, que define a extensão da doença e suas complicações. A presença de líquido livre e tumoração sugere um processo inflamatório grave com risco de sepse, exigindo intervenção imediata. Nesses casos de diverticulite aguda complicada com peritonite ou abscesso grande/não drenável, a ressecção do segmento de cólon afetado (geralmente o sigmoide) é o tratamento de escolha para remover o foco infeccioso. O procedimento de Hartmann, que envolve a ressecção do sigmoide, fechamento do coto retal e criação de uma colostomia terminal, é frequentemente realizado em caráter de urgência para controlar a sepse e é considerado o procedimento mais seguro nessas situações agudas.
Sinais de diverticulite aguda complicada incluem dor abdominal intensa e persistente, febre alta, leucocitose acentuada, sinais de irritação peritoneal, distensão abdominal, e evidências radiológicas de abscesso, perfuração ou fístula.
O procedimento cirúrgico mais comum para diverticulite complicada com peritonite é a colectomia sigmoide com colostomia terminal e fechamento do reto distal (procedimento de Hartmann), visando controlar a sepse e remover o foco infeccioso.
A cirurgia de urgência é indicada em casos de diverticulite complicada com perfuração livre, peritonite difusa, abscesso não drenável percutaneamente, obstrução intestinal ou fístula que cause sepse ou sintomas graves.
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