ENARE/ENAMED — Prova 2025
Um paciente de 58 anos buscou atendimento médico queixando-se de febre e dor em fossa ilíaca esquerda. Realizou tomografia, que mostrou sigmoide espessado com vários divertículos e presença de abscesso pericólico de 6 cm, restrito ao mesentério.A melhor conduta inicial para esse paciente é:
Diverticulite aguda com abscesso pericólico > 4-5 cm → ATB venosa + drenagem percutânea.
Abscessos pericólicos maiores que 4-5 cm em diverticulite aguda complicada geralmente requerem drenagem percutânea, além da antibioticoterapia venosa, para controle da infecção e prevenção de complicações maiores, como peritonite.
A diverticulite aguda é a inflamação de um ou mais divertículos, pequenas saculações na parede do cólon, mais comumente no sigmoide. É uma condição comum, especialmente em indivíduos acima de 40 anos. A diverticulite complicada, que inclui a formação de abscessos, fístulas, obstrução ou perfuração, representa cerca de 15-25% dos casos e exige uma abordagem terapêutica mais agressiva. A identificação precoce de complicações é crucial para o manejo adequado. A fisiopatologia envolve a obstrução do colo de um divertículo por fecalito ou alimento não digerido, levando à inflamação, isquemia e microperfuração. A formação de abscesso ocorre quando a perfuração é contida pelo mesentério ou órgãos adjacentes. O diagnóstico é primariamente clínico, com dor em fossa ilíaca esquerda e febre, e confirmado por tomografia computadorizada de abdome e pelve, que permite classificar a gravidade (Hinchey) e guiar a conduta. O tratamento varia conforme a gravidade. Diverticulite não complicada pode ser tratada ambulatorialmente com antibióticos orais. Para diverticulite complicada com abscesso, a antibioticoterapia venosa é fundamental. Abscessos maiores que 4-5 cm (ou em alguns casos >3 cm) geralmente requerem drenagem percutânea guiada por imagem para evacuar o pus e otimizar o controle da infecção, evitando a necessidade de cirurgia de emergência. O prognóstico é geralmente bom com o manejo adequado, mas a recorrência é possível. Pontos de atenção incluem a necessidade de reavaliação clínica e radiológica para garantir a resolução do abscesso.
Os sinais e sintomas incluem dor abdominal intensa, geralmente em fossa ilíaca esquerda, febre, náuseas, vômitos e alterações do hábito intestinal. A complicação pode se manifestar com abscesso, fístula, obstrução ou perfuração.
A drenagem percutânea é indicada para abscessos pericólicos maiores que 4-5 cm, especialmente se bem localizados e acessíveis, em conjunto com antibioticoterapia venosa, para controlar a infecção e evitar cirurgia.
A tomografia computadorizada é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico de diverticulite aguda, avaliar a extensão da inflamação, identificar complicações como abscessos e perfurações, e guiar a conduta terapêutica.
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