Diverticulite Complicada: Manejo de Abscesso Pericólico

HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2025

Enunciado

Sonia de 60 anos é admitida no hospital com dor abdominal em fossa ilíaca esquerda, febre (38,5℃) e leucocitose. A tomografia computadorizada de abdome revela espessamento da parede colônica no sigmoide, borramento da gordura pericólica e um abscesso pericolônico de 5 cm. Após estabilização inicial com antibióticos intravenosos, qual seria a conduta mais apropriada para o manejo deste caso?

Alternativas

  1. A) Realizar drenagem percutânea guiada por imagem do abscesso e considerar cirurgia eletiva após resolução do quadro agudo.
  2. B) Indicar hemicolectomia esquerda de urgência com anastomose primária.
  3. C) Optar por antibioticoterapia isolada e acompanhamento ambulatorial, sem necessidade de drenagem.
  4. D) Realizar sigmoidectomia laparoscópica de urgência com anastomose primária.
  5. E) Indicar tratamento conservador e solicitar colonoscopia imediata para avaliação da extensão da doença diverticular.

Pérola Clínica

Diverticulite com abscesso > 3-4 cm → Drenagem percutânea + ATB IV, seguida de cirurgia eletiva.

Resumo-Chave

A diverticulite aguda complicada com abscesso pericólico de tamanho significativo (geralmente > 3-4 cm) requer drenagem percutânea guiada por imagem, além da antibioticoterapia intravenosa. A cirurgia de urgência é reservada para casos de peritonite difusa ou falha da drenagem, enquanto a cirurgia eletiva é considerada após a resolução do quadro agudo.

Contexto Educacional

A diverticulite aguda é a inflamação de um ou mais divertículos, sendo a complicação mais comum da doença diverticular. Cerca de 15-25% dos pacientes com diverticulite aguda desenvolvem complicações, como abscesso, fístula, obstrução ou perfuração. A presença de um abscesso pericólico, como no caso da paciente Sonia, caracteriza uma diverticulite complicada, geralmente classificada como Hinchey I ou II. O diagnóstico é confirmado por tomografia computadorizada de abdome, que permite identificar o espessamento da parede colônica, borramento da gordura pericólica e a presença e tamanho do abscesso. O manejo inicial envolve antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro. Para abscessos maiores que 3-4 cm, a drenagem percutânea guiada por imagem é a conduta mais apropriada após a estabilização, pois permite o controle da infecção e evita a necessidade de cirurgia de urgência, que possui maior morbimortalidade. Após a drenagem bem-sucedida e a resolução do quadro agudo, a cirurgia eletiva (sigmoidectomia) pode ser considerada para prevenir recorrências, especialmente em pacientes com múltiplos episódios, imunocomprometidos ou com fístulas. A cirurgia de urgência, como a hemicolectomia ou sigmoidectomia com anastomose primária, é reservada para casos de peritonite difusa, perfuração livre ou falha do tratamento conservador/drenagem percutânea.

Perguntas Frequentes

Quando a drenagem percutânea é indicada na diverticulite com abscesso?

A drenagem percutânea é indicada para abscessos maiores que 3-4 cm, especialmente quando acessíveis por via percutânea. É uma abordagem menos invasiva que a cirurgia de urgência.

Qual o papel da cirurgia na diverticulite complicada com abscesso?

A cirurgia de urgência é reservada para peritonite difusa, perfuração livre ou falha da drenagem percutânea. A cirurgia eletiva (sigmoidectomia) é considerada após a resolução do quadro agudo para prevenir recorrências, especialmente em pacientes jovens ou imunocomprometidos.

Quais são os critérios de Hinchey para diverticulite?

A classificação de Hinchey estratifica a diverticulite complicada: I (abscesso pericólico/mesentérico), II (abscesso pélvico/distante), III (peritonite purulenta generalizada), IV (peritonite fecal generalizada). O caso descrito é Hinchey I ou II.

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