Diverticulite Complicada: Diagnóstico e Conduta Inicial

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 58 anos de idade, sexo masculino, admitido na emergência com quadro de dor em abdômen inferior, mais a esquerda, com descompressão brusca positiva. A tomografia de abdômen evidenciou borramento da gordura mesocólica próximo ao sigmoide. O próximo passo, nesse caso, é:

Alternativas

  1. A) internação para tratamento clínico e antibioticoterapia.
  2. B) laparotomia exploradora.
  3. C) colonoscopia.
  4. D) alta com anti-inflamatório.
  5. E) laparoscopia diagnóstica.

Pérola Clínica

Dor abdômen E + DB+ + TC com borramento → Suspeita diverticulite complicada → Laparoscopia diagnóstica/terapêutica.

Resumo-Chave

A presença de dor em abdômen inferior esquerdo, descompressão brusca positiva e achados tomográficos de borramento da gordura mesocólica sugere diverticulite aguda complicada, possivelmente com perfuração ou abscesso. Nesses casos, a laparoscopia diagnóstica pode ser o próximo passo para avaliar a extensão da complicação e guiar a conduta terapêutica, que pode variar de drenagem a ressecção.

Contexto Educacional

A diverticulite aguda é uma condição comum, especialmente em idosos, caracterizada pela inflamação de um ou mais divertículos. A maioria dos casos é não complicada e pode ser tratada clinicamente com antibióticos. No entanto, a presença de sinais de peritonite, como descompressão brusca positiva, indica uma complicação, como perfuração ou abscesso, que exige uma abordagem mais invasiva. O diagnóstico da diverticulite aguda é primariamente clínico, mas a tomografia computadorizada de abdômen e pelve com contraste é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão da inflamação e identificar complicações. Achados como borramento da gordura mesocólica, espessamento da parede do cólon e a presença de abscessos ou pneumoperitônio são cruciais para a estratificação. Em casos de diverticulite complicada com peritonite localizada, a laparoscopia diagnóstica e, se possível, terapêutica, surge como uma opção valiosa. Ela permite a visualização direta da cavidade abdominal, a identificação da fonte da infecção (perfuração), a drenagem de coleções e, em alguns casos, a ressecção do segmento colônico afetado. A decisão entre laparoscopia e laparotomia depende da estabilidade do paciente, da extensão da doença e da experiência da equipe cirúrgica.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de diverticulite complicada na tomografia?

Sinais incluem abscesso, perfuração com pneumoperitônio, fístula, obstrução intestinal e borramento da gordura mesocólica com inflamação peridiverticular.

Quando a laparoscopia é indicada na diverticulite aguda?

A laparoscopia pode ser indicada para diagnóstico em casos de dúvida, para drenagem de abscessos menores, lavagem peritoneal em peritonite purulenta ou para ressecção do segmento afetado em casos selecionados de diverticulite complicada.

Qual a diferença entre diverticulite não complicada e complicada?

A diverticulite não complicada envolve apenas inflamação do divertículo. A complicada inclui abscesso, perfuração, fístula ou obstrução, exigindo manejo mais agressivo, frequentemente cirúrgico.

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