PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024
Um paciente de 76 anos apresenta-se à sala de emergência com dor abdominal no quadrante inferior esquerdo, febre, náuseas e sensibilidade à palpação na região com início há 2 dias. Ao exame físico, apresenta-se com PA 140/85mmHg, FC 97bpm, FR 22irpm, Temp axillar 38,4 graus Celsius; A tomografia computadorizada abdominal revela sinais de inflamação e abscesso abdominal, próximo à alça intestinal. Qual é o tratamento mais apropriado para esse paciente?
Diverticulite complicada com abscesso → Internação, ATB EV (Cipro + Metro) por 10-14 dias, analgesia, hidratação.
A diverticulite aguda com abscesso é uma complicação que exige internação hospitalar e antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro, cobrindo gram-negativos e anaeróbios (ex: ciprofloxacino + metronidazol). A duração do tratamento é geralmente de 10 a 14 dias, e a drenagem percutânea do abscesso pode ser necessária dependendo do tamanho.
A diverticulite aguda é uma condição comum, especialmente em idosos, caracterizada pela inflamação ou infecção de um ou mais divertículos no cólon. Quando não complicada, pode ser tratada ambulatorialmente. No entanto, a presença de complicações como abscesso, perfuração, fístula ou obstrução intestinal exige uma abordagem mais agressiva e, frequentemente, internação hospitalar. O paciente do caso apresenta um quadro de diverticulite complicada com abscesso, evidenciado pela TC. O manejo da diverticulite complicada com abscesso requer internação hospitalar para monitoramento, analgesia adequada, hidratação intravenosa e antibioticoterapia de amplo espectro. A escolha dos antibióticos deve cobrir a flora intestinal, incluindo bactérias Gram-negativas e anaeróbias. A combinação de ciprofloxacino (para Gram-negativos) e metronidazol (para anaeróbios) é um regime comumente utilizado e eficaz. A duração do tratamento antibiótico para abscesso geralmente varia de 10 a 14 dias, ou até a resolução clínica e radiológica. Além da antibioticoterapia, abscessos maiores que 3-4 cm podem necessitar de drenagem percutânea guiada por imagem. A cirurgia é reservada para casos de falha do tratamento conservador, perfuração livre com peritonite difusa ou obstrução intestinal. A classificação de Hinchey é frequentemente usada para estadiar a gravidade da diverticulite e guiar a conduta, com o abscesso correspondendo aos estágios II e III.
Sinais e sintomas incluem dor abdominal intensa no quadrante inferior esquerdo, febre, náuseas, vômitos, sensibilidade à palpação e, em casos de complicação, sinais de peritonite ou abscesso.
A TC abdominal é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico de diverticulite, avaliar a extensão da inflamação, identificar complicações como abscesso, perfuração ou fístula, e classificar a gravidade (ex: Hinchey).
Essa combinação oferece cobertura de amplo espectro contra os patógenos mais comuns na diverticulite: Ciprofloxacino cobre bactérias Gram-negativas (incluindo Enterobacteriaceae) e Metronidazol cobre bactérias anaeróbias, que são prevalentes no trato gastrointestinal.
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