Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2022
Paciente em investigação de diverticulite aguda é submetida à tomografia de abdome abaixo. Além de podermos classificar a gravidade da doença, nota-se também uma complicação local. Trata-se da:
Diverticulite complicada → fístula vesical (pneumatúria) ou cutânea.
A diverticulite aguda pode evoluir com complicações locais como abscessos, perfurações e fístulas. A fístula vesical, uma comunicação entre o cólon e a bexiga, é uma das mais comuns e pode ser identificada na tomografia por gás intraluminal na bexiga ou espessamento da parede vesical adjacente ao divertículo inflamado.
A diverticulite aguda é uma condição comum que pode apresentar diversas complicações, sendo crucial para o residente saber identificá-las. A tomografia computadorizada de abdome é o método de imagem de escolha para o diagnóstico e estadiamento da diverticulite, permitindo a identificação de sinais de inflamação, abscessos e fístulas. O reconhecimento precoce dessas complicações é fundamental para guiar a conduta terapêutica, que pode variar desde tratamento conservador até intervenção cirúrgica. A fístula divertículo-vesical é uma das complicações mais frequentes da diverticulite, resultando da comunicação entre um divertículo inflamado e a bexiga. Clinicamente, manifesta-se por pneumatúria (eliminação de gás pela urina), fecalúria (eliminação de fezes pela urina) e infecções do trato urinário de repetição. Na tomografia, a presença de gás na bexiga na ausência de instrumentação recente ou infecção por germes produtores de gás é um forte indicativo. O manejo das fístulas diverticulares geralmente envolve tratamento cirúrgico, que pode incluir ressecção do segmento colônico afetado e reparo da bexiga. É importante que o residente compreenda a fisiopatologia, os achados de imagem e as opções terapêuticas para otimizar o cuidado ao paciente e evitar morbidade significativa associada a essas complicações.
Os sinais tomográficos incluem gás intraluminal na bexiga (pneumatúria), espessamento da parede vesical adjacente ao cólon inflamado e, por vezes, a visualização direta do trajeto fistuloso entre o cólon e a bexiga.
As principais complicações são abscesso diverticular, perfuração (livre ou contida), fístulas (entéricas, vesicais, cutâneas, vaginais) e obstrução intestinal. A gravidade é classificada pela escala de Hinchey.
A fístula vesical é caracterizada por sintomas urinários como pneumatúria e infecções do trato urinário recorrentes. Outras fístulas terão sintomas específicos do órgão envolvido, como fístula cutânea com drenagem de pus ou fezes pela pele.
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