Diverticulite Aguda: Manejo de Complicações e Cirurgia

UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 77 anos, sexo masculino, deu entrada no pronto-socorro com queixa de dor em fossa ilíaca esquerda há 5 horas, sem melhora com analgesia comum, associada à febre, náuseas e vômitos. Refere episódio semelhante de dor há 1 ano. Ao exame físico, apresenta abdome plano, levemente distendido com dor à palpação superficial e profunda em fossa ilíaca esquerda, com plastrão palpável nessa topografia. O médico plantonista suspeita de diverticulite aguda. Sobre o caso descrito, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) O próximo passo é a realização de ultrassonografia abdominal, exame padrão ouro no diagnóstico da patologia em questão.
  2. B) A tomografia de abdome deve ser realizada e, em caso de abscesso pericólico, a laparotomia exploradora deve ser indicada.
  3. C) A classificação de Ambrosseti não pode ser utilizada para a diverticulite aguda.
  4. D) Em caso de diverticulite com perfuração e peritonite fecal, a conduta é a cirurgia de Hartmann.
  5. E) O tratamento cirúrgico, por se tratar do segundo episódio de dor, é imperativo independente do achado tomográfico.

Pérola Clínica

Diverticulite aguda + peritonite fecal = Cirurgia de Hartmann.

Resumo-Chave

A diverticulite aguda com perfuração e peritonite fecal é uma emergência cirúrgica grave. Nesses casos, a cirurgia de Hartmann é a conduta de escolha, envolvendo ressecção do segmento afetado e colostomia temporária, para controle da sepse e proteção da anastomose.

Contexto Educacional

A diverticulite aguda é a inflamação de um ou mais divertículos, pequenas bolsas que se formam na parede do cólon, mais comumente no sigmoide. É uma condição prevalente em idosos e sua importância clínica reside no potencial de complicações graves, como abscessos, fístulas e perfurações, que podem levar à sepse e à morte se não forem tratadas adequadamente. A fisiopatologia envolve a obstrução do divertículo por fecalito ou hipertrofia muscular, levando à inflamação e, em casos mais graves, à isquemia e perfuração. O diagnóstico é baseado na história clínica (dor em fossa ilíaca esquerda, febre, náuseas), exame físico (dor à palpação, plastrão) e confirmado pela tomografia computadorizada de abdome, que é o padrão ouro para avaliar a extensão e as complicações. O tratamento varia de clínico (antibióticos, repouso intestinal) para casos leves, até cirúrgico para complicações. A classificação de Hinchey auxilia na decisão terapêutica. Em casos de perfuração com peritonite fecal, a cirurgia de Hartmann (ressecção do segmento afetado com colostomia e fechamento do coto retal) é a conduta de escolha para controlar a sepse e estabilizar o paciente.

Perguntas Frequentes

Qual o exame de imagem padrão ouro para o diagnóstico de diverticulite aguda?

A tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste é o exame padrão ouro, permitindo avaliar a extensão da inflamação, identificar complicações como abscessos e perfurações, e classificar a doença.

Quando a cirurgia de Hartmann é indicada na diverticulite aguda?

A cirurgia de Hartmann é indicada em casos de diverticulite aguda complicada com peritonite fecal difusa ou abscesso grande não drenável, onde há risco elevado de sepse e falha da anastomose primária.

Quais são as principais complicações da diverticulite aguda?

As principais complicações incluem abscesso pericólico, fístula, obstrução intestinal, perfuração com peritonite localizada ou difusa (fecal ou purulenta) e sangramento diverticular.

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