Diverticulite Aguda: Diagnóstico e Contraindicações da Colonoscopia

UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015

Enunciado

Sobre a anatomia e as doenças colônicas, marque a opção INCORRETA.

Alternativas

  1. A) A artéria mesentérica inferior, ramo direto da aorta abdominal, irriga os cólons descendente, sigmoide e reto alto.
  2. B) O CEA (Antígeno Carcinoembriogênico) deve ser usado no acompanhamento e na avaliação prognóstica do câncer colorretal e não deve ser utilizado no rastreio.
  3. C) A doença diverticular aumenta sua prevalência com a idade e tem íntima relação com a constipação crônica e com a genética familiar.
  4. D) A diverticulite aguda é uma causa comum de abdome agudo e a ultrassonografia de abdome e de pelve, associada à colonoscopia precoce, é o exame indicado para o correto diagnóstico.
  5. E) O câncer colorretal é um dos mais incidentes em ambos os sexos e, independentemente do estádio, pode ser indicado ressecção cirúrgica, inclusive com metastasectomia.

Pérola Clínica

Diverticulite aguda → TC de abdome é padrão-ouro para diagnóstico; colonoscopia é contraindicada na fase aguda.

Resumo-Chave

A colonoscopia é contraindicada na fase aguda da diverticulite devido ao risco de perfuração e exacerbação da inflamação. O exame de imagem de escolha para o diagnóstico de diverticulite aguda é a tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve, que oferece alta sensibilidade e especificidade.

Contexto Educacional

A diverticulite aguda é uma condição inflamatória comum do cólon, resultante da inflamação ou perfuração de um divertículo. É uma causa frequente de abdome agudo em adultos, especialmente em idosos. A doença diverticular, precursora da diverticulite, é prevalente com a idade e associada a fatores como constipação crônica e genética. A compreensão de seu diagnóstico e manejo é vital para a prática médica. A anatomia vascular do cólon é complexa, com a artéria mesentérica inferior irrigando o cólon descendente, sigmoide e reto alto, enquanto a artéria mesentérica superior irriga o cólon direito e transverso proximal. O CEA é um marcador tumoral útil no acompanhamento e prognóstico do câncer colorretal, mas não no rastreio. A questão foca no diagnóstico da diverticulite. Embora a ultrassonografia possa ser útil, o padrão-ouro é a tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve. A colonoscopia é explicitamente contraindicada na fase aguda da diverticulite devido ao risco de perfuração. Ela deve ser realizada após a resolução do quadro inflamatório (geralmente 6-8 semanas depois) para excluir outras patologias, como câncer colorretal, que podem mimetizar a diverticulite. O câncer colorretal é uma neoplasia de alta incidência, e a ressecção cirúrgica, incluindo metastasectomia em casos selecionados, é uma opção terapêutica importante em diversos estádios.

Perguntas Frequentes

Qual o exame de imagem de escolha para diagnosticar diverticulite aguda?

A tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve com contraste é o exame padrão-ouro para o diagnóstico de diverticulite aguda, com alta sensibilidade e especificidade.

Por que a colonoscopia é contraindicada na fase aguda da diverticulite?

A colonoscopia é contraindicada na fase aguda devido ao risco elevado de perfuração do cólon inflamado e à possibilidade de exacerbar o processo inflamatório.

Quando a colonoscopia deve ser realizada após um episódio de diverticulite?

A colonoscopia é geralmente recomendada 6 a 8 semanas após a resolução do quadro agudo de diverticulite para excluir outras patologias, como neoplasias, especialmente em pacientes sem colonoscopia prévia recente.

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