IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020
Quanto à diverticulite aguda do cólon esquerdo, o primeiro episódio da doença, em comparação a vários surtos posteriores, tem a tendência de
Primeiro episódio de diverticulite aguda → Maior risco de perfuração e complicações graves.
O primeiro episódio de diverticulite aguda tende a ser mais grave e com maior risco de complicações como perfuração, abscesso ou fístula, em comparação com surtos subsequentes. Isso pode ser atribuído a uma menor cronicidade da inflamação e a uma apresentação mais aguda da doença.
A diverticulite aguda é a inflamação ou infecção de um ou mais divertículos, pequenas saculações que se formam na parede do cólon, mais comumente no cólon esquerdo (sigmoide). É uma condição prevalente em populações ocidentais, especialmente em idosos, e representa um desafio diagnóstico e terapêutico na prática clínica. A fisiopatologia envolve a obstrução do colo do divertículo por fecalito ou alimento não digerido, levando a um aumento da pressão intraluminal, isquemia e microperfuração. Embora muitos episódios sejam não complicados, o primeiro surto de diverticulite aguda tem sido associado a um risco aumentado de complicações graves, como perfuração livre ou formação de abscesso, em comparação com episódios recorrentes. O manejo da diverticulite aguda varia de tratamento conservador com antibióticos e repouso intestinal para casos não complicados, até intervenção cirúrgica para complicações como perfuração com peritonite generalizada, abscesso grande ou fístula. A estratificação de risco e a classificação de Hinchey são ferramentas importantes para guiar a decisão terapêutica e prever o prognóstico. A prevenção de recorrências envolve modificações dietéticas e, em alguns casos, cirurgia eletiva.
As principais complicações incluem perfuração (com peritonite localizada ou generalizada), formação de abscesso, fístula (entérica, vesical, vaginal) e obstrução intestinal.
A diverticulite aguda é frequentemente classificada pela escala de Hinchey, que avalia a gravidade da inflamação e a presença de complicações como abscesso ou perfuração, guiando a conduta terapêutica.
O tratamento inicial para diverticulite não complicada geralmente envolve repouso intestinal (dieta líquida ou jejum), antibioticoterapia de amplo espectro e analgesia, com acompanhamento clínico rigoroso.
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