FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2023
Paciente do sexo feminino, 54 anos de idade, com dor pélvica aguda iniciada há 48 horas, suprapúbica, insidiosa e depois com localização para a fossa ilíaca esquerda. Temperatura de 38ºC. Refere episódio semelhante há 3 meses. HP: claustrofobia. Exame físico mostra dor à palpação profunda em fossa ilíaca esquerda, com irritação peritoneal localizada e dor ao toque vaginal bimanual. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa que apresenta qual o exame de imagem mais adequado para o diagnóstico dessa paciente.
Dor em FIE + febre + irritação peritoneal + recorrência em > 50 anos → Diverticulite; TC é padrão-ouro.
Em uma paciente de meia-idade com dor pélvica aguda em fossa ilíaca esquerda, febre, irritação peritoneal e histórico de episódios semelhantes, a principal hipótese é diverticulite. A Tomografia Computadorizada de abdome e pelve é o exame de imagem mais adequado para confirmar o diagnóstico e avaliar complicações.
A diverticulite aguda é uma condição inflamatória comum do cólon, resultante da inflamação ou perfuração de um divertículo. É uma causa frequente de dor abdominal aguda, especialmente em pacientes de meia-idade e idosos. O reconhecimento rápido e o diagnóstico preciso são cruciais para evitar complicações graves, como perfuração, abscesso ou sepse. A história de episódios semelhantes sugere doença diverticular pré-existente, aumentando a probabilidade de recorrência. O quadro clínico típico da diverticulite aguda inclui dor abdominal no quadrante inferior esquerdo (fossa ilíaca esquerda), febre, náuseas, vômitos e alterações do hábito intestinal. Ao exame físico, pode-se encontrar sensibilidade à palpação, massa palpável e sinais de irritação peritoneal localizada. A idade da paciente (54 anos) e a localização da dor são consistentes com diverticulite. A claustrofobia é uma informação relevante para a escolha do exame, mas não contraindica a TC, que é mais rápida e geralmente bem tolerada. A Tomografia Computadorizada (TC) de abdome e pelve é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico de diverticulite aguda. Ela oferece alta sensibilidade e especificidade, permitindo visualizar os divertículos, o espessamento da parede do cólon, a inflamação pericólica e a presença de complicações como abscessos ou perfurações. Outros exames como ultrassom endovaginal (mais para ginecologia) ou radiografia (pouca utilidade para diverticulite) são menos adequados. A ressonância magnética, embora excelente para tecidos moles, é mais demorada e menos disponível em emergências, além de ser um problema para pacientes claustrofóbicos. O tratamento varia de conservador (antibióticos e dieta) a cirúrgico, dependendo da gravidade e presença de complicações.
A diverticulite aguda tipicamente se manifesta com dor abdominal no quadrante inferior esquerdo (fossa ilíaca esquerda), febre, náuseas, vômitos e alterações do hábito intestinal (diarreia ou constipação). Pode haver sensibilidade à palpação e sinais de irritação peritoneal localizada.
A Tomografia Computadorizada (TC) de abdome e pelve é o padrão-ouro para o diagnóstico de diverticulite aguda, pois permite visualizar os divertículos inflamados, espessamento da parede do cólon, inflamação da gordura pericólica e identificar complicações como abscessos, perfurações ou fístulas, com alta sensibilidade e especificidade.
Os diagnósticos diferenciais incluem diverticulite, infecção do trato urinário, doença inflamatória pélvica, cisto ovariano torcido ou roto, gravidez ectópica (em idade fértil), endometriose, hérnia inguinal e colite isquêmica. A idade da paciente e a presença de febre e irritação peritoneal ajudam a refinar a hipótese.
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