Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2025
Um paciente de 78 anos é admitido com dor abdominal difusa há 2 dias, associada a náuseas e febre baixa (37,8°C). O exame físico revela defesa muscular leve e dor mais acentuada no quadrante inferior esquerdo, sem sinais de peritonite. A ausculta abdominal apresenta redução dos sons intestinais. Exames laboratoriais mostram leucocitose com desvio à esquerda e proteína C-reativa elevada. A tomografia computadorizada evidencia espessamento da parede colônica no cólon sigmoide, com presença de densificação da gordura pericólica, mas sem abscessos ou perfuração. Qual é o diagnóstico mais provável?
Idoso com dor em QIE, febre, leucocitose e TC com espessamento sigmoide/inflamação pericólica → Diverticulite Aguda.
O quadro clínico de dor abdominal no quadrante inferior esquerdo, febre, leucocitose e os achados tomográficos de espessamento da parede colônica no sigmoide com densificação da gordura pericólica são clássicos da diverticulite aguda, especialmente em pacientes idosos.
A diverticulite aguda é uma condição inflamatória comum, especialmente em pacientes idosos, resultante da inflamação ou infecção de um divertículo colônico. A prevalência de diverticulose aumenta com a idade, e uma parcela desses pacientes desenvolverá diverticulite. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações graves como abscessos, perfuração e peritonite, que podem levar a morbimortalidade significativa. O quadro clínico típico envolve dor abdominal no quadrante inferior esquerdo, febre, náuseas e alterações do hábito intestinal. O exame físico pode revelar defesa muscular e dor à palpação. Laboratorialmente, é comum encontrar leucocitose com desvio à esquerda e elevação de marcadores inflamatórios como a proteína C-reativa. A tomografia computadorizada de abdome e pelve é o padrão-ouro para o diagnóstico, evidenciando espessamento da parede colônica, densificação da gordura pericólica e, em casos mais graves, abscessos ou perfuração. O tratamento da diverticulite aguda não complicada geralmente é conservador, com repouso intestinal, hidratação e antibioticoterapia. Casos complicados podem exigir drenagem percutânea de abscessos ou intervenção cirúrgica. Residentes devem estar aptos a reconhecer os sinais e sintomas, solicitar os exames adequados e iniciar o manejo apropriado, diferenciando-a de outras causas de dor abdominal aguda.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal no quadrante inferior esquerdo, febre, náuseas, alterações do hábito intestinal (diarreia ou constipação) e, em exames laboratoriais, leucocitose com desvio à esquerda.
A TC é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico, avaliar a gravidade e identificar complicações. Ela pode mostrar espessamento da parede colônica, inflamação da gordura pericólica, abscessos ou perfuração.
Os diferenciais incluem apendicite (especialmente se o apêndice for retrocecal e a dor se irradiar), colite isquêmica, câncer de cólon, doença inflamatória intestinal, cistite e, em mulheres, patologias ginecológicas.
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