Diverticulite Aguda: Diagnóstico, Tratamento e Erros Comuns

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025

Enunciado

Um advogado de 62 anos procura o pronto atendimento com história de dor abdominal na fossa ilíaca esquerda, fezes amolecidas e febre. O exame físico revela sinais normais, temperatura axilar de 38.7ºC, dor a palpação e descompressão no quadrante inferior do abdome, mas não foi possível palpar massas definidas. O hemograma revela leucocitose de 17.000/mm³ com 70% de neutrófilos. Todos os procedimentos são adequados na abordagem inicial, EXCETO:

Alternativas

  1. A) tratamento antimicrobiano endovenoso com cefalosporina de 3ª geração + metronidazol.
  2. B) tomografia do abdome.
  3. C) parecer cirúrgico.
  4. D) radiografias abdominal deitado e em pé e do tórax.
  5. E) colonoscopia.

Pérola Clínica

Diverticulite aguda → TC abdome + ATB (se complicada). Colonoscopia contraindicada na fase aguda.

Resumo-Chave

O quadro clínico de dor em fossa ilíaca esquerda, febre e leucocitose é altamente sugestivo de diverticulite aguda. A tomografia de abdome é o exame padrão-ouro para confirmação diagnóstica e avaliação de complicações. O tratamento antimicrobiano e a avaliação cirúrgica são condutas adequadas. A colonoscopia é contraindicada na fase aguda devido ao risco de perfuração.

Contexto Educacional

A diverticulite aguda é a inflamação de um ou mais divertículos, que são pequenas saculações da parede do cólon. É uma condição comum, especialmente em indivíduos acima de 40 anos, e se manifesta tipicamente com dor abdominal em fossa ilíaca esquerda, febre e leucocitose. A prevalência e a incidência aumentam com a idade, sendo uma causa frequente de abdome agudo inflamatório. A fisiopatologia envolve a obstrução do colo do divertículo por fecalito ou hipertrofia muscular, levando à inflamação e, em casos mais graves, à perfuração ou formação de abscesso. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a confirmação e a avaliação da gravidade são feitas pela tomografia computadorizada de abdome e pelve, que pode identificar divertículos inflamados, espessamento da parede colônica, abscessos ou perfurações. O tratamento varia conforme a gravidade. Casos não complicados podem ser tratados ambulatorialmente com antibióticos orais e dieta. Casos complicados (abscesso, perfuração) exigem internação, antibióticos intravenosos (geralmente cobrindo gram-negativos e anaeróbios, como cefalosporina de 3ª geração + metronidazol) e, por vezes, drenagem percutânea ou cirurgia. A colonoscopia é estritamente contraindicada na fase aguda devido ao risco de perfuração, sendo reservada para avaliação após a resolução do quadro.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas típicos da diverticulite aguda?

Os sintomas clássicos incluem dor abdominal em fossa ilíaca esquerda, febre, náuseas, vômitos e alterações do hábito intestinal, como diarreia ou constipação.

Qual o exame de imagem de escolha para diverticulite aguda?

A tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste é o exame de imagem de escolha, pois permite confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão da inflamação e identificar complicações.

Por que a colonoscopia é contraindicada na diverticulite aguda?

A colonoscopia é contraindicada na fase aguda da diverticulite devido ao risco elevado de perfuração do cólon inflamado. Deve ser realizada 6-8 semanas após a resolução do quadro para excluir neoplasias.

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