Diverticulite Aguda: Tratamento Ambulatorial e Conduta

IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2025

Enunciado

Homem, 51 anos de idade, previamente hígido, procura o pronto atendimento por dor em hipogástrio e fossa ilíaca esquerda há dois dias. Nega náuseas, vômitos ou febre. Relata última evacuação no dia do início do quadro álgico. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, afebril, com abdome globoso, flácido, doloroso à palpação de fossa ilíaca esquerda, sem sinais de irritação peritoneal. Foi realizada analgesia, com paciente apresentando bom controle álgico. Os exames laboratoriais revelaram leucócitos em 12.000/mm³ e PCR 8mg/dL. A tomografia de abdome não revelou coleções, líquido livre ou pneumoperitônio, com as únicas alterações ilustradas a seguir: Qual é o tratamento indicado para este paciente neste momento?

Alternativas

  1. A) Fleet enema e antibioticoterapia via oral.
  2. B) Internação hospitalar e antibioticoterapia endovenosa.
  3. C) Terapia medicamentosa e seguimento ambulatorial.
  4. D) Biópsia guiada por radiointervenção.

Pérola Clínica

Diverticulite aguda não complicada, sem sinais de irritação peritoneal e bom controle álgico → tratamento ambulatorial com medicação.

Resumo-Chave

A diverticulite aguda não complicada, sem sinais de peritonite ou instabilidade, pode ser tratada ambulatorialmente com terapia medicamentosa (analgesia e, em casos selecionados, antibióticos), especialmente se o paciente apresenta bom controle da dor e exames laboratoriais sem grande desvio.

Contexto Educacional

A diverticulite aguda é uma condição comum, especialmente em pacientes acima de 40 anos, caracterizada pela inflamação de um ou mais divertículos do cólon. A apresentação clínica varia de dor abdominal leve a quadros graves com peritonite e sepse. O diagnóstico é clínico, mas a tomografia computadorizada de abdome é o exame de imagem de escolha para confirmar e estadiar a doença. O manejo da diverticulite evoluiu, e atualmente, muitos casos de diverticulite aguda não complicada podem ser tratados de forma ambulatorial. Os critérios para tratamento ambulatorial incluem ausência de sinais de irritação peritoneal, bom estado geral, tolerância à via oral, controle adequado da dor e ausência de comorbidades significativas. A terapia medicamentosa geralmente envolve analgesia e, em casos selecionados, antibioticoterapia oral. A decisão de internar ou tratar ambulatorialmente depende da gravidade do quadro e da presença de complicações. Pacientes com sinais de irritação peritoneal, febre alta, instabilidade hemodinâmica ou evidência de abscesso/perfuração na tomografia requerem internação e, frequentemente, antibioticoterapia endovenosa e, por vezes, intervenção cirúrgica ou radiológica.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o tratamento ambulatorial da diverticulite aguda?

O tratamento ambulatorial é indicado para diverticulite aguda não complicada (sem abscesso, fístula, perfuração), em pacientes sem comorbidades significativas, com bom estado geral, tolerância à via oral e bom controle da dor.

Quando a antibioticoterapia é necessária na diverticulite não complicada?

A necessidade de antibióticos na diverticulite não complicada é controversa. Muitos casos leves podem ser tratados apenas com repouso intestinal e analgesia. Antibióticos podem ser considerados em pacientes imunocomprometidos ou com sinais de inflamação mais pronunciados.

Quais sinais de alerta indicam a necessidade de internação na diverticulite?

Sinais de alerta para internação incluem febre alta, sinais de irritação peritoneal, instabilidade hemodinâmica, incapacidade de tolerar líquidos por via oral, dor incontrolável, comorbidades graves ou evidência de complicações na tomografia (abscesso, perfuração).

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