SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2021
Pacientes em geral acima de 60 anos, com história alimentar de dietas com baixo teor em fibras e elevado teor de carboidratos, que passam a desenvolver dor abdominal em hipogástrio ou quadrante inferior esquerdo, acompanhada de mal-estar, febre, alteração do hábito intestinal e que ao exame fisco apresentam abdome tenso á palpação em flanco esquerdo têm o diagnóstico inicial e podem ser investigados, respectivamente:
Idoso com dor QIE, febre, alteração hábito intestinal e abdome tenso → Diverticulite. TC abdome é padrão-ouro para diagnóstico.
A diverticulite aguda é uma inflamação dos divertículos do cólon, comum em idosos com dieta pobre em fibras. Manifesta-se com dor no quadrante inferior esquerdo, febre, alteração do hábito intestinal e sensibilidade à palpação. A tomografia computadorizada de abdome total é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão da doença.
A doença diverticular do cólon é uma condição comum, especialmente em indivíduos acima de 60 anos, e sua prevalência está associada a dietas com baixo teor de fibras e alto teor de carboidratos. A diverticulite aguda ocorre quando um ou mais divertículos se inflamam ou infeccionam, sendo a principal causa de dor abdominal no quadrante inferior esquerdo (QIE) em idosos. A apresentação clínica típica inclui dor abdominal em QIE, febre, mal-estar, náuseas, vômitos e alteração do hábito intestinal (constipação ou diarreia). Ao exame físico, é comum encontrar sensibilidade e defesa na palpação do flanco esquerdo. O diagnóstico é confirmado pela tomografia computadorizada (TC) de abdome total com contraste, que permite visualizar os divertículos inflamados, espessamento da parede do cólon, inflamação da gordura pericólica e identificar possíveis complicações como abscessos ou perfurações. O tratamento da diverticulite não complicada geralmente envolve repouso intestinal, antibióticos e analgésicos. Em casos complicados, pode ser necessária drenagem percutânea de abscessos ou intervenção cirúrgica. É fundamental evitar a colonoscopia na fase aguda devido ao risco de perfuração, sendo este exame reservado para após a resolução do quadro agudo para excluir outras patologias, como neoplasias.
Os sintomas clássicos da diverticulite aguda incluem dor abdominal no quadrante inferior esquerdo, febre, mal-estar, náuseas, vômitos e alteração do hábito intestinal, como constipação ou diarreia.
A tomografia computadorizada de abdome total com contraste é o exame de escolha porque permite visualizar os divertículos inflamados, o espessamento da parede do cólon, a inflamação da gordura pericólica e identificar possíveis complicações como abscessos ou perfurações.
Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de diverticulite incluem idade avançada (acima de 60 anos), dieta com baixo teor de fibras e alto teor de carboidratos, obesidade, sedentarismo e tabagismo.
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