SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Em relação à diverticulite aguda, assinale a alternativa INCORRETA:
Diverticulite aguda → Diagnóstico padrão-ouro é TC de abdome; diagnóstico puramente clínico é insuficiente.
A tomografia computadorizada é mandatória para classificar a gravidade da diverticulite, identificar complicações (abscessos/perfurações) e guiar a conduta terapêutica.
A diverticulite aguda resulta da micro ou macroperfuração de um divertículo colônico. O espectro clínico vai desde uma inflamação leve e localizada até a peritonite fecal generalizada com choque séptico. Atualmente, o tratamento da diverticulite não complicada evoluiu para abordagens menos agressivas, muitas vezes sem antibióticos em pacientes selecionados. No entanto, a precisão diagnóstica fornecida pela TC permanece como o pilar central para a segurança do paciente, permitindo intervenções minimamente invasivas, como a drenagem percutânea de abscessos (Hinchey II), antes de se considerar uma cirurgia definitiva.
A TC de abdome com contraste apresenta sensibilidade e especificidade superiores a 90%. Ela permite confirmar o diagnóstico, excluir diagnósticos diferenciais (como câncer de cólon) e classificar a doença pela escala de Hinchey, o que define se o tratamento será ambulatorial, hospitalar ou cirúrgico.
Hinchey I: Abscesso pericólico pequeno; Hinchey II: Abscesso pélvico ou retroperitoneal; Hinchey III: Peritonite purulenta generalizada; Hinchey IV: Peritonite fecal. Estágios III e IV são emergências cirúrgicas clássicas.
Nem sempre. Pequenas quantidades de ar extraluminal pericólico (microperfuração) em pacientes estáveis podem ser tratadas conservadoramente com antibióticos e repouso. O pneumoperitônio volumoso e a instabilidade clínica, contudo, exigem laparotomia.
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