IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2021
Paciente do sexo masculino, 47 anos, relata quadro de dor abdominal em hipogástrio, febre, leucocitose com desvio para a esquerda, irritação peritoneal e disúria. Tomografia de abdômen evidencia múltiplos divertículos colônicos, com espessamento parietal do sigmoide, presença de gás ao redor da alça espessada e abscesso pélvico. Assinale a alternativa que apresenta a classificação da diverticulite aguda e a melhor conduta, referente ao paciente em questão.
Diverticulite com abscesso pélvico + gás extraluminal → Hinchey III, iniciar ATB e avaliar cirurgia.
A presença de abscesso pélvico e gás extraluminal em diverticulite aguda indica uma complicação grave, geralmente classificada como Hinchey III (peritonite purulenta generalizada). Embora a cirurgia seja frequentemente necessária, a antibioticoterapia de amplo espectro é a conduta inicial e crucial para estabilizar o paciente e combater a infecção.
A diverticulite aguda é uma condição inflamatória do cólon que pode variar de leve a grave, com complicações potencialmente fatais. A classificação de Hinchey é fundamental para guiar o manejo, estratificando a doença com base nos achados de imagem, principalmente da tomografia computadorizada de abdômen. A compreensão dessa classificação é crucial para residentes e cirurgiões no planejamento terapêutico. O caso apresentado, com abscesso pélvico e gás ao redor da alça espessada, indica uma diverticulite complicada. A presença de um abscesso à distância (pélvico) é classificada como Hinchey II. No entanto, a descrição de 'gás ao redor da alça espessada' pode sugerir uma microperfuração ou uma contaminação mais difusa, que, em alguns contextos, pode ser interpretada como um estágio mais avançado, como Hinchey III (peritonite purulenta generalizada), especialmente se houver sinais de peritonite. A distinção entre Hinchey II e III é crítica, pois o manejo pode diferir significativamente. Para Hinchey III, que corresponde à peritonite purulenta generalizada, a conduta inicial e essencial é a antibioticoterapia de amplo espectro para cobrir bactérias gram-negativas e anaeróbios. Embora a intervenção cirúrgica (laparotomia ou videolaparoscopia com lavagem e drenagem, e frequentemente ressecção do segmento colônico afetado) seja o tratamento definitivo para controlar a fonte da infecção e limpar a cavidade peritoneal, a antibioticoterapia é o passo imediato para estabilizar o paciente e combater a sepse. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da instituição do tratamento adequado.
A classificação de Hinchey avalia a gravidade da diverticulite aguda: Hinchey I (abscesso pericólico ou mesentérico pequeno), Hinchey II (abscesso pélvico, intra-abdominal ou retroperitoneal maior), Hinchey III (peritonite purulenta generalizada) e Hinchey IV (peritonite fecal generalizada).
Para diverticulite Hinchey III (peritonite purulenta generalizada), a conduta inicial envolve antibioticoterapia de amplo espectro para cobrir flora intestinal. A intervenção cirúrgica (laparotomia ou videolaparoscopia com lavagem, drenagem e, por vezes, ressecção do segmento afetado) é geralmente necessária para controlar a fonte da infecção.
A tomografia computadorizada de abdômen é o exame de imagem de escolha para diagnosticar diverticulite aguda e classificar sua gravidade. Ela pode identificar espessamento da parede colônica, inflamação da gordura pericólica, presença de abscessos, fístulas ou gás extraluminal, que são cruciais para a classificação de Hinchey e o planejamento terapêutico.
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