Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2021
Qual a afirmação mais adequada com relação à diverticulite aguda?
Diverticulite aguda não complicada → tratamento conservador sem ATB em casos selecionados.
Recentes diretrizes indicam que a diverticulite aguda não complicada, sem sinais de sepse ou imunocomprometimento, pode ser tratada de forma conservadora, sem antibióticos, com repouso intestinal e analgésicos, pois a maioria dos casos é autolimitada.
A diverticulite aguda é uma condição comum que resulta da inflamação ou infecção de um ou mais divertículos no cólon, mais frequentemente no sigmoide. A apresentação clínica varia desde dor abdominal leve até quadros graves com peritonite e sepse. A classificação de Hinchey é frequentemente utilizada para estadiar a gravidade e guiar o tratamento. Historicamente, a antibioticoterapia era um pilar no tratamento de todos os casos de diverticulite aguda. No entanto, diretrizes recentes, baseadas em estudos randomizados, têm demonstrado que a diverticulite aguda não complicada (Hinchey I sem abscesso grande, ou sem abscesso) em pacientes imunocompetentes e sem sinais de sepse, pode ser tratada de forma segura e eficaz sem antibióticos. O manejo nesses casos envolve repouso intestinal (dieta líquida ou branda), hidratação e analgésicos, com acompanhamento ambulatorial. Para casos complicados, como abscesso (Hinchey I com abscesso > 3-4 cm, ou Hinchey II), perfuração com peritonite purulenta (Hinchey III) ou peritonite fecal (Hinchey IV), a abordagem é mais agressiva. Abscessos podem requerer drenagem percutânea. Peritonite purulenta ou fecal exige cirurgia de urgência, geralmente com ressecção do segmento doente e colostomia (procedimento de Hartmann), embora em casos selecionados e com boa condição do paciente, a anastomose primária com ou sem colostomia de proteção possa ser considerada. A indicação de cirurgia eletiva após um primeiro episódio de diverticulite não é rotineira, especialmente em jovens, sendo avaliada caso a caso.
A diverticulite aguda não complicada, em pacientes sem sinais de sepse, imunocomprometimento ou comorbidades significativas, pode ser tratada de forma conservadora com repouso intestinal, hidratação e analgésicos, sem necessidade de antibióticos.
As indicações cirúrgicas incluem diverticulite complicada (abscesso grande, fístula, obstrução, perfuração com peritonite), falha do tratamento conservador, ou episódios recorrentes graves que afetam a qualidade de vida.
Peritonite fecal ou purulenta indica diverticulite complicada com perfuração. Nesses casos, a cirurgia de urgência é mandatória, geralmente com ressecção do segmento afetado e colostomia (procedimento de Hartmann) ou, em casos selecionados, anastomose primária com colostomia de proteção.
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