Diverticulite Aguda: Diagnóstico e Manejo em Idosos

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020

Enunciado

Paciente feminina, branca com 65 anos, procura o serviço de emergência com uma história de dor abdominal, em quadrante inferior esquerdo, de início há 3 dias, irradiando-se para a região suprapúbica e lombar esquerda. Ao exame físico encontramos uma paciente com temperatura de 37,8g Celsius, com dor e defesa voluntária em fossa ilíaca esquerda, distensão discreta. Refere um episódio de evacuações diarreicas há 24horas. Nega sangue nas fezes. Diante do quadro clínico atual, qual o provável diagnóstico?

Alternativas

  1. A)  Cólica renal.
  2. B)  Apendagite aguda.
  3. C)  Diverticulite aguda.
  4. D)  Torção do ovário esquerdo
  5. E)  Colite pseudomembranosa.

Pérola Clínica

Dor em QIE + febre + defesa abdominal em idoso → alta suspeita de diverticulite aguda.

Resumo-Chave

A diverticulite aguda é uma causa comum de dor abdominal em quadrante inferior esquerdo (QIE) em pacientes idosos, frequentemente acompanhada de febre, alterações do hábito intestinal e sinais de irritação peritoneal localizada. O diagnóstico diferencial é amplo, mas a apresentação clínica típica direciona para esta condição.

Contexto Educacional

A diverticulite aguda é uma condição inflamatória comum, especialmente em pacientes idosos, e representa um desafio diagnóstico no pronto-socorro. Ela ocorre quando um divertículo (pequena bolsa na parede do cólon, mais frequentemente no sigmoide) se inflama ou infecta. Para residentes, é fundamental reconhecer o quadro clínico típico. O quadro clínico clássico envolve dor abdominal no quadrante inferior esquerdo (QIE), que pode ser de início gradual e persistente, frequentemente acompanhada de febre baixa, náuseas, vômitos e alterações do hábito intestinal, como diarreia ou constipação. Ao exame físico, é comum encontrar dor à palpação, defesa voluntária e, por vezes, massa palpável em QIE. A história de evacuações diarreicas pode ser um achado, mas não exclui o diagnóstico. O diagnóstico diferencial é amplo e inclui cólica renal, apendagite aguda (inflamação dos apêndices epiploicos), torção ovariana (em mulheres), colite pseudomembranosa e até apendicite atípica. A idade do paciente e a localização da dor são pistas importantes. A tomografia computadorizada de abdome e pelve é o exame de escolha para confirmar a diverticulite, avaliar sua gravidade e identificar complicações como abscesso, perfuração ou fístula. O tratamento varia de conservador (antibióticos, repouso intestinal) a cirúrgico, dependendo da gravidade e presença de complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da diverticulite aguda?

Os sintomas clássicos da diverticulite aguda incluem dor abdominal no quadrante inferior esquerdo (QIE), que pode ser constante e progressiva, febre, náuseas, vômitos, alterações do hábito intestinal (diarreia ou constipação) e sensibilidade à palpação com defesa em QIE.

Como diferenciar diverticulite aguda de outras causas de dor em QIE?

A diverticulite aguda deve ser diferenciada de condições como cólica renal (dor irradiada para flanco e genitália, disúria), torção ovariana (dor súbita, vômitos, massa pélvica), apendagite aguda (dor mais localizada, menos sistêmica) e colite isquêmica. A tomografia computadorizada é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico de diverticulite.

Qual a investigação inicial para diverticulite aguda?

A investigação inicial inclui anamnese e exame físico detalhados, hemograma completo (leucocitose com desvio à esquerda), PCR. A tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão da doença e identificar complicações.

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