AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020
Paciente feminina, branca com 65 anos, procura o serviço de emergência com uma história de dor abdominal, em quadrante inferior esquerdo, de início há 3 dias, irradiando-se para a região suprapúbica e lombar esquerda. Ao exame físico encontramos uma paciente com temperatura de 37,8g Celsius, com dor e defesa voluntária em fossa ilíaca esquerda, distensão discreta. Refere um episódio de evacuações diarreicas há 24horas. Nega sangue nas fezes. Diante do quadro clínico atual, qual o provável diagnóstico?
Dor em QIE + febre + defesa abdominal em idoso → alta suspeita de diverticulite aguda.
A diverticulite aguda é uma causa comum de dor abdominal em quadrante inferior esquerdo (QIE) em pacientes idosos, frequentemente acompanhada de febre, alterações do hábito intestinal e sinais de irritação peritoneal localizada. O diagnóstico diferencial é amplo, mas a apresentação clínica típica direciona para esta condição.
A diverticulite aguda é uma condição inflamatória comum, especialmente em pacientes idosos, e representa um desafio diagnóstico no pronto-socorro. Ela ocorre quando um divertículo (pequena bolsa na parede do cólon, mais frequentemente no sigmoide) se inflama ou infecta. Para residentes, é fundamental reconhecer o quadro clínico típico. O quadro clínico clássico envolve dor abdominal no quadrante inferior esquerdo (QIE), que pode ser de início gradual e persistente, frequentemente acompanhada de febre baixa, náuseas, vômitos e alterações do hábito intestinal, como diarreia ou constipação. Ao exame físico, é comum encontrar dor à palpação, defesa voluntária e, por vezes, massa palpável em QIE. A história de evacuações diarreicas pode ser um achado, mas não exclui o diagnóstico. O diagnóstico diferencial é amplo e inclui cólica renal, apendagite aguda (inflamação dos apêndices epiploicos), torção ovariana (em mulheres), colite pseudomembranosa e até apendicite atípica. A idade do paciente e a localização da dor são pistas importantes. A tomografia computadorizada de abdome e pelve é o exame de escolha para confirmar a diverticulite, avaliar sua gravidade e identificar complicações como abscesso, perfuração ou fístula. O tratamento varia de conservador (antibióticos, repouso intestinal) a cirúrgico, dependendo da gravidade e presença de complicações.
Os sintomas clássicos da diverticulite aguda incluem dor abdominal no quadrante inferior esquerdo (QIE), que pode ser constante e progressiva, febre, náuseas, vômitos, alterações do hábito intestinal (diarreia ou constipação) e sensibilidade à palpação com defesa em QIE.
A diverticulite aguda deve ser diferenciada de condições como cólica renal (dor irradiada para flanco e genitália, disúria), torção ovariana (dor súbita, vômitos, massa pélvica), apendagite aguda (dor mais localizada, menos sistêmica) e colite isquêmica. A tomografia computadorizada é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico de diverticulite.
A investigação inicial inclui anamnese e exame físico detalhados, hemograma completo (leucocitose com desvio à esquerda), PCR. A tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão da doença e identificar complicações.
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