Diverticulite Aguda: Perfuração como Complicação Primária

INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Considerando a fisiopatologia da diverticulite do cólon esquerdo, o evento mais comumente esperado no primeiro episódio da doença, em comparação a insultos posteriores, é:

Alternativas

  1. A) Perfuração;
  2. B) Sangramento;
  3. C) Obstrução;
  4. D) Estenose;
  5. E) Fistulízação

Pérola Clínica

Primeiro episódio de diverticulite → perfuração é a complicação aguda mais comum.

Resumo-Chave

A diverticulite aguda é uma inflamação dos divertículos, e a perfuração é a complicação mais frequente no primeiro episódio, variando de microperfurações contidas a perfurações francas com peritonite. As outras complicações (sangramento, obstrução, estenose, fístula) são menos comuns ou tendem a ocorrer em episódios recorrentes ou como sequelas.

Contexto Educacional

A diverticulite é a inflamação ou infecção de um ou mais divertículos, pequenas bolsas que se formam na parede do cólon, mais comumente no cólon sigmoide (cólon esquerdo). A prevalência da doença diverticular aumenta com a idade e está associada a fatores como dieta pobre em fibras e estilo de vida sedentário. A diverticulite aguda é uma das principais causas de dor abdominal em adultos, e sua compreensão é vital para o manejo clínico e cirúrgico. A fisiopatologia da diverticulite envolve a obstrução do colo do divertículo por fecalito ou alimento não digerido, levando a um aumento da pressão intraluminal, isquemia da parede diverticular e subsequente microperfuração. No primeiro episódio da doença, a perfuração é a complicação mais comumente esperada, podendo variar de uma microperfuração contida (que pode formar um abscesso pericólico) a uma perfuração franca com extravasamento de conteúdo fecal para a cavidade peritoneal, resultando em peritonite. O tratamento da diverticulite varia de acordo com a gravidade. Casos não complicados podem ser manejados com repouso intestinal e antibioticoterapia oral. Casos complicados, como aqueles com perfuração, abscesso ou fístula, exigem hospitalização, antibioticoterapia intravenosa e, frequentemente, intervenção cirúrgica (drenagem percutânea de abscessos ou ressecção cirúrgica do segmento colônico afetado). A classificação de Hinchey é amplamente utilizada para estadiar a gravidade da diverticulite complicada e guiar a conduta terapêutica.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de perfuração na diverticulite?

Sinais de perfuração incluem dor abdominal intensa e localizada, defesa e descompressão brusca positiva, febre alta, taquicardia, e sinais de peritonite difusa ou localizada, dependendo da extensão da perfuração.

Qual a conduta inicial em caso de suspeita de diverticulite perfurada?

A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica, antibioticoterapia de amplo espectro, e avaliação imediata por imagem (tomografia computadorizada) para confirmar a perfuração e guiar a necessidade de drenagem percutânea ou cirurgia de emergência.

Como diferenciar diverticulite não complicada de complicada?

A diverticulite não complicada apresenta inflamação sem perfuração, abscesso ou fístula, enquanto a complicada envolve essas ocorrências. A TC de abdome é essencial para essa diferenciação, mostrando espessamento da parede colônica e inflamação da gordura pericólica na não complicada, e coleções líquidas ou ar extraluminal na complicada.

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