IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2025
Paciente apresenta dor intensa no quadrante inferior esquerdo do abdome e febre. A tomografia revela inflamação do cólon sigmoide. Qual é o diagnóstico mais provável?
Dor QIE + febre + inflamação sigmoide na TC → Diverticulite aguda.
A diverticulite aguda é caracterizada por dor no quadrante inferior esquerdo do abdome, febre e inflamação do cólon sigmoide, sendo a tomografia computadorizada o exame de imagem de escolha para o diagnóstico.
A diverticulite aguda é a inflamação ou infecção de um ou mais divertículos, pequenas saculações que se formam na parede do cólon, mais comumente no sigmoide. É uma condição prevalente em indivíduos acima de 40 anos, com incidência crescente com a idade. A dor no quadrante inferior esquerdo do abdome, acompanhada de febre, é o sintoma cardinal. A fisiopatologia envolve a obstrução do colo do divertículo por fecalito ou inflamação, levando à isquemia, microperfuração e infecção. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a tomografia computadorizada de abdome e pelve é essencial para confirmar, estadiar a doença (classificação de Hinchey) e excluir diagnósticos diferenciais, como apendicite (em casos de cólon redundante), câncer de cólon ou condições ginecológicas. O tratamento varia de manejo conservador com antibióticos e dieta em casos não complicados, até intervenção cirúrgica para complicações como abscessos grandes, perfuração com peritonite difusa, fístulas ou obstrução. A prevenção de recorrências envolve dieta rica em fibras.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal no quadrante inferior esquerdo (QIE), febre, náuseas, vômitos, alteração do hábito intestinal (constipação ou diarreia) e, por vezes, massa palpável.
A tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve com contraste é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico de diverticulite, avaliar a gravidade, identificar complicações (abscessos, perfuração) e guiar o tratamento.
O tratamento inicial para diverticulite não complicada geralmente envolve repouso intestinal (dieta líquida ou branda), antibioticoterapia oral de amplo espectro e analgesia. Casos mais graves ou complicados podem exigir internação e antibióticos intravenosos.
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