FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
Paciente, 52 anos, chega ao pronto-socorro reclamando de dor na fossa ilíaca esquerda e relatando parada de eliminação de gases e fezes nas últimas 48 horas. Com base nos sintomas apresentados, o diagnóstico mais provável é:
Dor em fossa ilíaca esquerda + alteração hábito intestinal (parada de gases/fezes) em > 50 anos → Diverticulite Aguda.
A diverticulite aguda é o diagnóstico mais provável para um paciente de meia-idade ou idoso que apresenta dor na fossa ilíaca esquerda, associada à parada de eliminação de gases e fezes, indicando um processo inflamatório e possivelmente obstrutivo no cólon sigmoide.
A diverticulite aguda é uma condição inflamatória que afeta os divertículos, pequenas saculações que se formam na parede do cólon, mais comumente no cólon sigmoide. É uma das causas mais frequentes de dor abdominal em adultos, especialmente em indivíduos acima de 50 anos. A prevalência da diverticulose aumenta com a idade, e uma parcela desses pacientes desenvolverá diverticulite. A importância clínica reside na necessidade de diagnóstico preciso para evitar complicações graves como perfuração, abscesso ou fístula. A fisiopatologia da diverticulite aguda envolve a obstrução do colo de um divertículo por fecalito ou alimento não digerido, levando à inflamação e, por vezes, microperfuração. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na tríade de dor em fossa ilíaca esquerda, febre e leucocitose. A parada de eliminação de gases e fezes, como descrito no enunciado, sugere um quadro mais avançado, possivelmente com íleo paralítico secundário à inflamação ou até mesmo uma obstrução mecânica. A tomografia computadorizada de abdome é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico, avaliar a gravidade e identificar complicações. O tratamento varia conforme a gravidade. Casos leves podem ser manejados ambulatorialmente com dieta líquida e antibióticos. Casos mais graves, com sinais de complicação ou sepse, exigem internação, antibioticoterapia intravenosa e, por vezes, drenagem percutânea de abscessos ou cirurgia. É crucial diferenciar a diverticulite de outras condições abdominais agudas, como apendicite (raramente à esquerda), câncer de cólon ou doença inflamatória intestinal, para instituir a terapia adequada e evitar desfechos adversos.
Os sintomas típicos da diverticulite aguda incluem dor abdominal no quadrante inferior esquerdo (fossa ilíaca esquerda), febre, náuseas, vômitos e alterações do hábito intestinal, como constipação, diarreia ou parada de eliminação de gases e fezes.
A diverticulite aguda se diferencia pela localização da dor (fossa ilíaca esquerda), pela associação com alterações do hábito intestinal e, frequentemente, pela presença de febre e leucocitose. A apendicite é geralmente na fossa ilíaca direita, e a pancreatite causa dor epigástrica.
A parada de eliminação de gases e fezes na diverticulite pode indicar um processo inflamatório intenso que causa íleo paralítico ou, em casos mais graves, uma obstrução intestinal mecânica devido a estenose ou abscesso, sendo um sinal de alerta para a gravidade do quadro.
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