Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2020
Paciente apresenta-se no serviço de emergência com quadro de diverticulite aguda. Quando deve ser feita colonoscopia?
Colonoscopia após diverticulite aguda = 6 semanas pós-evento para excluir neoplasia.
A colonoscopia após um episódio de diverticulite aguda deve ser realizada cerca de 6 semanas após a resolução do quadro agudo. Isso permite a regressão da inflamação e reduz o risco de perfuração, além de ser crucial para excluir neoplasias colorretais, que podem mimetizar a diverticulite.
A diverticulite aguda é uma condição comum caracterizada pela inflamação ou infecção de um ou mais divertículos, pequenas bolsas que se formam na parede do cólon. Apresenta-se tipicamente com dor abdominal no quadrante inferior esquerdo, febre e alterações do hábito intestinal. O diagnóstico é frequentemente confirmado por tomografia computadorizada do abdome, que pode identificar inflamação, abscessos ou perfurações. Embora a tomografia seja excelente para o diagnóstico da fase aguda, ela não exclui a presença de uma neoplasia colorretal subjacente que possa estar mimetizando ou coexistindo com a diverticulite. Por isso, a colonoscopia desempenha um papel crucial no seguimento. A recomendação é realizar a colonoscopia aproximadamente 6 semanas após a resolução do quadro agudo. Esse intervalo permite que a inflamação diminua, reduzindo o risco de complicações como perfuração durante o procedimento e melhorando a visualização da mucosa. A colonoscopia é essencial para rastrear e excluir câncer colorretal, pólipos ou outras patologias que poderiam ter sido a causa dos sintomas ou que poderiam ter sido mascaradas pela diverticulite. Em casos de diverticulite complicada ou recorrente, a avaliação para cirurgia eletiva também pode ser considerada.
É fundamental realizar colonoscopia após diverticulite aguda para excluir a presença de neoplasias colorretais, como câncer de cólon, que podem apresentar sintomas semelhantes e ser mascaradas pelo processo inflamatório da diverticulite.
Realizar colonoscopia durante a fase aguda da diverticulite aumenta significativamente o risco de perfuração intestinal devido à inflamação e edema da parede do cólon, tornando o procedimento perigoso e contraindicado.
Os principais diagnósticos diferenciais da diverticulite aguda incluem apendicite aguda (especialmente se o ceco for retrocecal), câncer colorretal complicado, doença inflamatória intestinal, colite isquêmica e infecções ginecológicas em mulheres.
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