UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2020
Um paciente de 70 anos apresenta há dois dias quadro de dor em fossa ilíaca esquerda, com febre de 38º. Refere também constipação desde o início do quadro. Ao exame físico, foram encontradas defesa e dor à palpação no quadrante inferior esquerdo do abdome. O melhor exame para o esclarecimento do caso deve ser realizar prontamente:
Dor FIE + febre + constipação em idoso = suspeita diverticulite aguda → TC de abdome.
O quadro clínico de dor em fossa ilíaca esquerda, febre e constipação em um paciente idoso é altamente sugestivo de diverticulite aguda. A tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve é o exame de imagem de escolha, pois permite confirmar o diagnóstico, avaliar a gravidade da inflamação, identificar complicações como abscesso ou perfuração e guiar a conduta terapêutica.
A diverticulite aguda é uma condição inflamatória dos divertículos do cólon, mais comum no cólon sigmoide e em pacientes idosos. É uma das causas mais frequentes de dor abdominal aguda em adultos e idosos, com uma prevalência crescente. A importância clínica reside no potencial de complicações graves, como abscesso, perfuração, fístula e obstrução, que podem levar a sepse e exigir intervenção cirúrgica de emergência. O diagnóstico da diverticulite aguda é primariamente clínico, baseado na tríade de dor em fossa ilíaca esquerda, febre e leucocitose, frequentemente acompanhada de alterações do hábito intestinal. No entanto, a confirmação e a avaliação da gravidade exigem exames de imagem. A tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve com contraste é o padrão-ouro, pois permite visualizar o espessamento da parede do cólon, inflamação da gordura pericólica, e a presença de complicações. A TC também é crucial para o diagnóstico diferencial com outras condições que causam dor em fossa ilíaca esquerda. O tratamento da diverticulite aguda varia conforme a gravidade. Casos leves (Hinchey I) podem ser tratados ambulatorialmente com antibióticos orais e dieta líquida. Casos mais graves ou complicados (abscesso, perfuração) requerem internação, antibióticos intravenosos e, por vezes, drenagem percutânea de abscessos ou cirurgia. O prognóstico é geralmente bom para casos não complicados, mas a recorrência é comum. Pontos de atenção incluem a contraindicação de colonoscopia na fase aguda e a necessidade de reavaliação para excluir neoplasia após a resolução do quadro agudo em pacientes de risco.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal no quadrante inferior esquerdo (fossa ilíaca esquerda), febre, náuseas, vômitos, alteração do hábito intestinal (constipação ou diarreia) e sensibilidade à palpação abdominal.
A TC é o exame de escolha porque tem alta sensibilidade e especificidade para confirmar o diagnóstico de diverticulite, identificar a extensão da inflamação, detectar complicações como abscessos, perfurações ou fístulas, e excluir outras causas de dor abdominal.
Os diferenciais incluem diverticulite, apendicite (atípica), isquemia mesentérica, câncer colorretal, cistite, litíase ureteral, e em mulheres, patologias ginecológicas. A TC ajuda a distinguir essas condições.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo