SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2025
Com relação à doença diverticular dos cólons, podemos afirmar:
Diverticulite aguda → TC de abdome e pelve é exame de escolha para diagnóstico e estadiamento.
A tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve é o padrão-ouro para o diagnóstico de diverticulite aguda e suas complicações, permitindo avaliar a extensão da inflamação, a presença de abscessos ou perfurações e guiar a conduta terapêutica.
A doença diverticular dos cólons é uma condição comum, especialmente em populações ocidentais, com sua prevalência aumentando significativamente com a idade. Caracteriza-se pela formação de saculações na parede do cólon, os divertículos, que podem ser assintomáticos ou evoluir para complicações como diverticulite, sangramento ou formação de fístulas. A diverticulite aguda, uma complicação inflamatória, manifesta-se com dor abdominal (geralmente em fossa ilíaca esquerda), febre, leucocitose e alterações de PCR. O diagnóstico é primordialmente clínico, mas a confirmação e estadiamento das complicações são feitos pela tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve, que permite identificar inflamação, abscessos, perfurações e fístulas. O tratamento da diverticulite varia de conservador (antibióticos, repouso intestinal) para casos não complicados, até intervenção cirúrgica para complicações graves como perfuração livre ou abscessos grandes. A TC é fundamental para guiar a conduta, evitando cirurgias desnecessárias ou tardias. O manejo adequado visa prevenir recorrências e complicações futuras, com foco na dieta rica em fibras após a fase aguda.
A doença diverticular é extremamente prevalente em países ocidentais, aumentando com a idade. É rara antes dos 40 anos, mas atinge mais de 50% da população acima dos 60 anos e cerca de 65% acima dos 80 anos.
As complicações mais comuns são inflamatórias (diverticulite) e hemorrágicas. No cólon esquerdo, predominam as complicações inflamatórias, enquanto no cólon direito, a hemorragia é relativamente mais comum, embora a diverticulite também possa ocorrer.
A indicação cirúrgica na diverticulite complicada depende da gravidade e tipo de complicação (perfuração livre, abscesso não drenável, fístula, obstrução). Não é sempre a indicação mais precoce possível, e a estabilização clínica e tratamento conservador (antibióticos, drenagem percutânea) são frequentemente tentados primeiro.
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