PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024
Um homem obeso de 47 anos chega ao Pronto-socorro com história de 2 dias de dor aguda e constante no quadrante inferior esquerdo, que piora com esforço e está associada à febre subjetiva. Esse é o primeiro episódio de dor do paciente. Seus sinais vitais estão normais e ele não apresenta outras queixas. Ao exame do abdome ele apresenta sensibilidade moderada no quadrante inferior esquerdo e um hemograma mostra leucocitose leve de 13.000/uL. Em relação ao paciente descrito, qual é o melhor exame para confirmar sua suspeita diagnóstica?
Dor QIE + febre + leucocitose + obesidade → Suspeita de diverticulite aguda. TC abdome/pelve com contraste IV é o padrão-ouro.
A diverticulite aguda é a principal suspeita para dor no quadrante inferior esquerdo, febre e leucocitose, especialmente em pacientes obesos. A tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste intravenoso é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão da doença e identificar complicações.
A diverticulite aguda é uma condição inflamatória comum que afeta os divertículos do cólon, mais frequentemente no cólon sigmoide (quadrante inferior esquerdo). Sua incidência aumenta com a idade e está associada a fatores como obesidade e dieta pobre em fibras. Clinicamente, manifesta-se com dor abdominal no QIE, febre, náuseas e alterações do hábito intestinal, frequentemente acompanhada de leucocitose. O diagnóstico diferencial inclui apendicite (se o ceco for pélvico), doença inflamatória intestinal, câncer de cólon e infecções do trato urinário. Diante da suspeita clínica, a confirmação diagnóstica e a avaliação da gravidade são cruciais para guiar o tratamento. A tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve com contraste intravenoso é considerada o padrão-ouro. Ela permite visualizar o espessamento da parede do cólon, a inflamação da gordura pericólica, a presença de abscessos, fístulas ou perfurações, além de excluir outras patologias. O contraste intravenoso é fundamental para realçar as estruturas inflamadas e vasculares, otimizando a acurácia diagnóstica. O manejo da diverticulite aguda varia de tratamento conservador com antibióticos e repouso intestinal para casos não complicados, a intervenção cirúrgica para complicações como perfuração, abscesso grande ou fístula. A estratificação da gravidade pela TC (classificação de Hinchey) é essencial para determinar a conduta. A radiografia simples de abdome tem utilidade limitada, principalmente para excluir pneumoperitônio, e a ressonância magnética pode ser uma alternativa em gestantes, mas a TC é a modalidade preferencial na emergência devido à sua rapidez e disponibilidade.
Os sintomas incluem dor abdominal no quadrante inferior esquerdo (QIE), febre, náuseas, vômitos, alteração do hábito intestinal e, frequentemente, leucocitose no hemograma. A dor é geralmente constante e pode piorar com o movimento.
A tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve com contraste intravenoso é o exame de imagem de escolha. Ela permite confirmar o diagnóstico, avaliar a gravidade, identificar complicações como abscesso ou perfuração e excluir outras causas de dor abdominal.
O contraste intravenoso melhora a visualização da parede do cólon inflamada, realça abscessos e fístulas, e ajuda a diferenciar estruturas vasculares e inflamatórias, fornecendo uma avaliação mais completa e precisa da extensão da doença e suas complicações.
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